A fabricante de refrigerantes Grupo Dolly, conhecida pelo mascote Dollynho, passou a enfrentar um pedido de falência protocolado em conjunto pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e pela Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP). A ação foi apresentada à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo e aponta uma dívida fiscal de aproximadamente R$ 15,7 bilhões.
Segundo as procuradorias, o montante é composto por cerca de R$ 8,3 bilhões em débitos com a União, R$ 7,4 bilhões com o Estado de São Paulo e aproximadamente R$ 15 milhões relativos ao FGTS. Os órgãos afirmam que as tentativas de cobrança se arrastam há mais de duas décadas, sem sucesso.
O pedido tem como base um entendimento recente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que passou a permitir que a Fazenda Pública solicite a falência de grandes devedores em casos de inadimplência persistente. As procuradorias também alegam que o grupo utilizou a recuperação judicial, iniciada em 2018, para dificultar a cobrança dos débitos e promover uma suposta blindagem patrimonial.
Apesar da medida, o Grupo Dolly ainda não foi declarado falido. Caberá à Justiça analisar o pedido, e a empresa terá direito de apresentar sua defesa. Em nota, a fabricante afirmou que ainda não havia sido oficialmente intimada sobre o processo e informou que adotará as medidas judiciais cabíveis, além de reafirmar seu compromisso com a continuidade das operações.