‘Vozinha abriu essa porta’: trancista de Cabo Verde revela bastidores da Copa

‘Vozinha abriu essa porta’: trancista de Cabo Verde revela bastidores da Copa

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 26/06/2026 às 15:27 / Leia em 3 minutos

Enquanto a seleção de Cabo Verde faz história em sua primeira participação na Copa do Mundo, um trabalho realizado longe dos gramados também ganhou espaço nos bastidores da equipe. Morando nos Estados Unidos, a trancista Lorreta passou a atender parte dos jogadores durante o torneio após receber um convite do goleiro Vozinha.

Em entrevista à Quem, ela contou que a aproximação aconteceu graças à amizade construída ao longo dos anos. Ex-integrante da seleção cabo-verdiana de basquete, Lorreta explicou que o tamanho do país favorece a convivência entre atletas de diferentes modalidades.

“Sou muito amiga do Vozinha. Joguei na seleção nacional de basquetebol e, sendo Cabo Verde um país pequeno, a maioria dos atletas acaba por se conhecer e acompanhar o percurso uns dos outros”, afirmou.

Segundo ela, o contato aconteceu logo após a chegada da delegação aos Estados Unidos para a disputa da Copa do Mundo.

“Quando a equipe chegou aos Estados Unidos, onde vivo, ele entrou em contato comigo para dizer que precisavam de uma trancista.”

Lorreta disse que foi o próprio goleiro quem organizou sua participação junto ao elenco e possibilitou que ela atendesse jogadores em diferentes cidades durante a competição.

“Foi o Vozinha quem coordenou tudo e abriu essa porta para mim. Graças a ele, tive a oportunidade de cuidar do cabelo de alguns jogadores antes dos jogos em Connecticut, Atlanta e Miami. Para mim, isso diz muito sobre quem ele é como pessoa. O sucesso dele nunca é apenas dele; ele procura sempre criar oportunidades para os outros e levar mais pessoas consigo.”

Embora seja a primeira experiência com a seleção de futebol, ela já havia participado de outro momento marcante do esporte cabo-verdiano. Em 2023, durante a estreia do país na Copa do Mundo de Basquete da FIBA, Lorreta foi responsável pelo cabelo do jogador Ivan Almeida, no Japão.

“É curioso olhar para trás e perceber que, de alguma forma, tenho tido o privilégio de contribuir para momentos históricos do desporto cabo-verdiano. Como ex-atleta da seleção nacional, é uma sensação muito especial poder continuar a servir o meu país, mesmo que agora seja de uma forma diferente.”

Entre os atletas que costumam manter uma rotina frequente de cuidados com o cabelo, ela destacou Garry Rodrigues.

“O Garry Rodrigues é provavelmente um dos jogadores mais consistentes quando se trata de cuidados com o cabelo. Ele gosta de o manter sempre tratado e costuma fazer as tranças regularmente.”

Ao comentar a campanha da seleção no Mundial, Lorreta afirmou que tem acompanhado com entusiasmo a repercussão internacional da equipe e destacou o apoio recebido de torcedores de diferentes países.

“Sempre acreditei profundamente em Cabo Verde, no nosso povo, na nossa cultura e no nosso potencial. Recebi mensagens de pessoas de todos os continentes a dizer que passaram a torcer por Cabo Verde. O futebol está a mostrar ao mundo aquilo que nós, cabo-verdianos, sempre soubemos: que o tamanho de um país não determina a grandeza do seu povo.”

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