Tornozeleira eletrônica de Jair Bolsonaro apresenta falha técnica; entenda o que aconteceu

Tornozeleira eletrônica de Jair Bolsonaro apresenta falha técnica; entenda o que aconteceu

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Publicado em 26/06/2026 às 17:01 / Leia em 3 minutos

A Polícia Militar do Distrito Federal informou ao Supremo Tribunal Federal que a tornozeleira eletrônica utilizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro registrou uma falha temporária no sinal de GPS na última sexta-feira (19). Segundo o relatório encaminhado à Corte, o equipamento não apresentou qualquer indício de violação e voltou a funcionar normalmente após o restabelecimento do sinal.

De acordo com a PMDF, responsável pelo monitoramento do ex-presidente durante o cumprimento da prisão domiciliar, a Central de Monitoramento Eletrônico identificou a perda de comunicação do dispositivo às 18h57, emitindo um alerta automático.

Assim que a falha foi detectada, os agentes entraram em contato com Bolsonaro e orientaram que ele se deslocasse para uma área externa da residência, com melhor visibilidade para os satélites responsáveis pelo rastreamento via GPS.

Além do contato telefônico, uma equipe da Polícia Militar foi enviada ao local e chegou à residência às 20h04 para verificar as condições do equipamento. Após a inspeção, os policiais concluíram que a tornozeleira permanecia intacta e funcionando corretamente.

“No procedimento de análise, foi constatado que a estrutura do dispositivo permanecia intacta, com os LEDs acesos e sinalização em funcionamento normal. O monitorado atendeu prontamente à solicitação para se deslocar a uma área com melhor recepção do sinal de satélite”, registra o relatório da PMDF.

Segundo a corporação, a perda de sinal ocorreu apenas por questões técnicas relacionadas à comunicação com os satélites. O funcionamento foi normalizado pouco tempo depois, sem necessidade de substituição da tornozeleira eletrônica.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março deste ano, após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de Golpe de Estado. A medida foi autorizada em razão do estado de saúde do ex-presidente, que se recupera de uma pneumonia bacteriana.

Durante o período de prisão domiciliar, Bolsonaro permanece monitorado por tornozeleira eletrônica e está sujeito a uma série de restrições determinadas pelo STF. Entre elas estão a proibição de sair de casa sem autorização judicial, utilizar telefone celular, acessar redes sociais — inclusive por intermédio de terceiros — e gravar vídeos destinados à internet.

Além do monitoramento eletrônico, a residência do ex-presidente conta com acompanhamento de equipes da Polícia Militar do Distrito Federal, responsáveis por garantir o cumprimento das determinações judiciais e evitar qualquer tentativa de descumprimento das medidas impostas.

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