O governo federal instalou uma Sala de Situação Interministerial para coordenar ações de prevenção e resposta aos possíveis impactos do chamado “Super El Niño”, previsto para atingir diferentes regiões do Brasil a partir de julho. A estrutura é coordenada pela Casa Civil e conta com a participação do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, além de outros órgãos federais.
Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do Canal Gov, nesta quinta-feira (18), o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, afirmou que o país está mobilizado para enfrentar os efeitos do fenômeno climático e destacou que a força-tarefa reúne cerca de 20 ministérios e instituições.
O El Niño ocorre quando a temperatura da superfície do Oceano Pacífico fica mais de 2°C acima da média. Neste ano, meteorologistas alertam para um aquecimento ainda mais intenso, o que pode potencializar seus efeitos sobre o clima no Brasil.
Entre os impactos esperados estão secas severas na Amazônia e no Nordeste, chuvas intensas nas regiões Sul e Sudeste, temperaturas mais elevadas no Centro-Oeste e aumento do risco de queimadas no Pantanal.
A Sala de Situação Interministerial permite a articulação de recursos extraordinários e o planejamento conjunto de ações envolvendo Forças Armadas, Polícia Federal, Ibama, ICMBio, estados e municípios. Órgãos como o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais são responsáveis pelo monitoramento contínuo e pela emissão de dados técnicos.
Segundo Waldez Góes, o governo federal mantém uma comunicação permanente com estados e municípios, com reuniões frequentes para alinhar estratégias e garantir respostas rápidas em caso de emergências climáticas.
Além disso, ministérios como Saúde, Povos Indígenas e Direitos Humanos atuam diretamente junto às comunidades mais vulneráveis, fortalecendo a rede de apoio e a disseminação de informações.
O ministro ressaltou ainda que os sistemas de alerta só são eficazes quando acompanhados de planos de contingência conhecidos pela população. Para isso, é fundamental que prefeituras, escolas, igrejas, veículos de comunicação e lideranças locais estejam preparados para orientar os moradores sobre rotas de fuga, áreas seguras e funcionamento de abrigos públicos.
“É preciso que as pessoas saibam previamente o que fazer em uma situação de emergência. A preparação é essencial para salvar vidas e reduzir os impactos dos desastres climáticos”, destacou.