Conheça a ‘Olimpíada Gay’ que vai acontecer na Espanha; inscrições estão abertas

Conheça a ‘Olimpíada Gay’ que vai acontecer na Espanha; inscrições estão abertas

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Divulgação

Publicado em 17/06/2026 às 18:23 / Leia em 4 minutos

A Espanha receberá, dentro de pouco mais de um mês, a 12ª edição dos Gay Games, competição internacional criada para promover a inclusão e dar visibilidade à comunidade LGBTQI+ por meio do esporte e da cultura. Realizado a cada quatro anos, o evento reúne participantes de diferentes países em uma programação que se estende por dez dias.

Inspirados no formato dos Jogos Olímpicos, os Gay Games contam com cerimônia de abertura, vila dos atletas e disputas por medalhas em diversas modalidades. A programação inclui ainda a Corrida Memorial Internacional do Arco-Íris e uma cerimônia dedicada à lembrança de pessoas que fizeram parte da história da comunidade LGBTQI+.

Segundo a organização, o momento é destinado à memória daqueles que foram perdidos ao longo dos anos e busca celebrar suas contribuições para o esporte, a cultura LGBTQI+ e suas influências na vida de outras pessoas.

Ao todo, a edição reúne 38 modalidades esportivas. Entre elas estão provas tradicionais como corrida, natação e esgrima, além de competições de boliche, padel e xadrez. A programação esportiva também contempla disputas de e-sports, dança esportiva e colpbol, modalidade criada em 1997 por um professor de educação física da cidade espanhola de Valência.

Os custos de inscrição variam de acordo com a modalidade escolhida. As taxas partem de US$ 30 para participantes do softball e chegam a US$ 330 na vela, valores equivalentes a cerca de R$ 150 e R$ 1.700.

Participação é aberta a atletas de todos os níveis

Um dos diferenciais dos Gay Games é a proposta de participação ampla. De acordo com os organizadores, não é necessário ter experiência competitiva para integrar as disputas.

“Independentemente do seu nível de habilidade esportiva. Há espaço nos Gay Games tanto para atletas de elite quanto para iniciantes”, informa o site oficial do evento.

A inscrição está aberta a qualquer interessado disposto a participar das modalidades disponíveis mediante pagamento da taxa correspondente.

A organização também destaca que o evento não é restrito à comunidade LGBTQI+.

“O evento foi concebido para dar destaque à experiência de pessoas LGBTQI+ no esporte e na cultura, mas todos são bem-vindos a participar”, afirma a página oficial.

Além das competições esportivas, a programação inclui apresentações culturais e artísticas. Estão previstas atividades envolvendo corais, música instrumental, cheerleader, teatro, cinema, exposições de artes visuais, poesia e literatura.

Evento foi criado nos Estados Unidos

Os Gay Games foram realizados pela primeira vez em 1982, na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos. A iniciativa foi idealizada por Tom Waddell, médico e ex-atleta olímpico que competiu no decatlo durante os Jogos Olímpicos de 1968.

Na estreia, o evento reuniu 1.300 participantes de 12 países. A cerimônia de abertura contou com apresentação da cantora Tina Turner.

Desde então, a competição passou a ocorrer de quatro em quatro anos. Ao longo da história, países como Estados Unidos, Canadá, Holanda, Austrália, Alemanha e França já receberam o evento.

A edição mais recente ocorreu em 2023, após um adiamento de um ano. Pela primeira vez, a competição foi dividida entre dois continentes, com atividades realizadas em Hong Kong, na Ásia, e em Guadalajara, no México.

Segundo a organização, os Gay Games foram criados para oferecer um ambiente diferente daquele encontrado por parte da comunidade LGBTQI+ no esporte convencional.

“O esporte convencional é um ambiente difícil para pessoas LGBTQI+ competirem. Seja por pessoas trans serem banidas de competir, por terem que esconder sua sexualidade para se sentirem aceitas por seus colegas de equipe, ou por jogadores serem assediados por torcedores, o que os força a ter um desempenho abaixo do esperado”, afirma o site oficial.

A entidade também descreve o objetivo central da iniciativa.

“Nosso objetivo é oferecer um espaço seguro para que todos os membros da comunidade LGBTQI+ possam participar de esportes. Acreditamos que este seja um modelo de como todos os esportes deveriam ser praticados, onde gênero e sexualidade não tenham impacto na capacidade de cada um de jogar.”

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