A disputa pela presidência do Peru segue aberta e marcada pelo equilíbrio. Com mais de 94% das urnas apuradas, Roberto Sanchez passou à frente de Keiko Fujimori pela primeira vez desde o início da contagem dos votos, ampliando a expectativa em torno do desfecho de uma das eleições mais acirradas da história recente do país.
Os números divulgados pela autoridade eleitoral mostram uma diferença mínima entre os candidatos, cenário que mantém a indefinição sobre quem comandará o país nos próximos anos.
Diferença entre candidatos é de apenas frações percentuais
Segundo os dados parciais da apuração, Roberto Sanchez soma 50,027% dos votos válidos, enquanto Keiko Fujimori aparece com 49,973%.
Mesmo diante da reviravolta na apuração, nenhum dos concorrentes se apresentou como vencedor. Na noite de domingo, Keiko Fujimori adotou um discurso cauteloso e alertou que a definição do resultado ainda poderia levar tempo. “Teremos dias longos pela frente”, afirmou a candidata.
Roberto Sanchez seguiu linha semelhante ao conversar com apoiadores. Segundo ele, a eleição permanecia em uma situação de “empate técnico”, sem margem para qualquer comemoração antecipada.
País busca encerrar ciclo de instabilidade política
A eleição ocorre em um momento delicado para o Peru, que atravessa anos de turbulência institucional.
Parte significativa do eleitorado enxergava o pleito como uma oportunidade para restaurar a estabilidade política após uma sequência de crises envolvendo sucessivos governos.
Nas últimas décadas, o país acumulou episódios de presidentes afastados, destituídos, investigados ou presos. São, ao total, nove presidentes em nove anos.
Histórico recente mostra disputas decididas por margem mínima
Caso o resultado atual se confirme, esta será mais uma eleição presidencial peruana definida por uma diferença extremamente apertada.
Keiko Fujimori já viveu situações semelhantes nas duas disputas anteriores que protagonizou.
Em 2021, ela foi derrotada por Pedro Castillo por uma margem de apenas 0,26 ponto percentual.
Cinco anos antes, em 2016, perdeu para Pedro Pablo Kuczynski por uma diferença ainda menor, de 0,24 ponto percentual.