Espécie de tubarão das profundezas que existe desde antes dos dinossauros aparece na superfície

Espécie de tubarão das profundezas que existe desde antes dos dinossauros aparece na superfície

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Redação Alô Alô Bahia

Reprodução

Publicado em 21/05/2026 às 18:06 / Leia em 2 minutos

Uma espécie de tubarão considerada uma das mais antigas do planeta passou a ser observada em águas surpreendentemente rasas na costa dos Estados Unidos. Os tubarões-de-seis-guelras gigantes, normalmente associados a profundidades extremas, têm sido avistados em regiões com apenas 6 metros de profundidade no Estreito de Puget, no estado de Washington.

Conhecidos cientificamente como tubarões-de-seis-guelras-de-nariz-curto, esses predadores podem atingir cerca de 4 metros de comprimento e pertencem a uma linhagem anterior ao surgimento dos dinossauros.

A espécie costuma viver em ambientes oceânicos profundos, chegando a até 3 mil metros abaixo da superfície, onde a luminosidade é extremamente reduzida. Por isso, registros próximos à costa e em águas rasas são considerados incomuns.

Pesquisadores do Aquário de Seattle passaram a acompanhar o fenômeno após perceberem que exemplares retornam repetidamente à região do Salish para reprodução. A hipótese é que as águas do Estreito de Puget funcionem como uma espécie de berçário para filhotes.

“Nosso objetivo é responder ao máximo de perguntas possível”, afirmou Dani Escontrela, pesquisadora do Aquário de Seattle, em comunicado citado pelo “Sun US”.

Entre maio e setembro, equipes compostas por pesquisadores e veterinários visitarão três áreas do Puget Sound mensalmente para estudar os animais.

Durante o trabalho de campo, os tubarões serão levados temporariamente à superfície ou mantidos ao lado das embarcações. Em seguida, os cientistas irão induzir um estado semelhante ao transe, técnica utilizada em diferentes espécies de tubarões, para coletar medidas corporais, amostras de tecido e registros fotográficos.

Os animais também receberão dispositivos de rastreamento antes de serem devolvidos ao mar. Todo o procedimento deve durar entre cinco e dez minutos.

A expectativa é que os equipamentos permitam compreender melhor padrões de deslocamento, hábitos alimentares e utilização do habitat pela espécie.

Compartilhe

Alô Alô Bahia Newsletter

Inscreva-se grátis para receber as novidades e informações do Alô Alô Bahia