O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) notificou o Mosteiro de São Bento da Bahia para que apresente esclarecimentos sobre as condições de conservação da Igreja da Graça, um dos templos mais antigos de Salvador, datado do século XVI e tombado como patrimônio histórico.
O documento foi emitido em 31 de março e estabelece prazo de 15 dias para resposta por parte da instituição responsável pela igreja. Segundo o órgão federal, além de prestar informações sobre o estado interno e externo do imóvel, o mosteiro deve adotar medidas de manutenção para evitar danos à estrutura.
Entre as intervenções apontadas pelo Iphan estão a recomposição de telhas, pintura das fachadas, restauração de elementos estruturais e decorativos, além da retirada de vegetação e manutenção do sistema de escoamento de águas pluviais.
Em nota, o instituto informou que aguarda posicionamento do Mosteiro de São Bento da Bahia. Caso não haja resposta dentro do prazo, que se encerra na quarta-feira (15), poderão ser aplicadas sanções administrativas, incluindo multas.
A Igreja da Graça é reconhecida por seu valor histórico e religioso. O local abriga os restos mortais de Catharina Paraguaçu, indígena que se casou com o português Diogo Álvares Correia, conhecido como Caramuru, e que teria mandado construir uma capela após relatar visões de Nossa Senhora da Graça.
O templo já passou por um processo recente de restauração. Em 2019, foi reaberto ao público após permanecer quatro anos fechado devido a problemas estruturais, como rachaduras e infestação de cupins. A obra foi realizada por meio de parceria entre o mosteiro e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com recursos obtidos via Lei de Incentivo à Cultura e autorização do próprio Iphan.