Roda Viva recebe bióloga Tatiana Sampaio nesta segunda (23)

Roda Viva recebe bióloga Tatiana Sampaio nesta segunda (23)

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Tiago Mascarenhas

Luciana Sposito

Publicado em 20/02/2026 às 18:35 / Leia em 3 minutos

A bióloga e pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Tatiana Sampaio, será a entrevistada do Roda Viva desta segunda-feira (23), a partir das 22h, na TV Cultura.

À frente de um estudo de três décadas sobre a polilaminina, a cientista detalhará os avanços da pesquisa que desponta como uma das principais apostas médicas para a reversão de paralisias causadas por lesões na medula. A professora conseguiu recriar em laboratório uma versão da proteína humana responsável por auxiliar a conexão entre neurônios.

Após apresentar resultados considerados promissores, a descoberta recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o início dos testes clínicos, abrindo caminho para uma nova etapa no tratamento de pacientes paraplégicos e tetraplégicos.

Para discutir o impacto da inovação científica, a bancada contará com Carol Marcelino, Fabiana Cambricoli (Estadão), Jairo Marques (Folha de S.Paulo), Lúcia Helena de Oliveira (UOL), Mariana Varella (Portal Dráuzio) e Rafael Garcia (O Globo).

A entrevista também marca a abertura da nova temporada de inéditos do programa, que celebra 40 anos no ar, e a estreia oficial do jornalista Ernesto Paglia como apresentador do formato.

Quem é Tatiana Sampaio

Tatiana Coelho Sampaio é bióloga e chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ. Desde 1997, a cientista estuda a polilaminina, uma versão derivada da laminina — proteína produzida naturalmente pelo corpo humano — desenvolvida em laboratório.

A pesquisa pioneira e 100% nacional

bióloga Tatiana Sampaio conseguiu produzir em laboratório a polilaminina, uma rede de proteínas que se torna mais escassa no organismo ao longo da vida.

O estudo extraiu proteínas de placentas e aplicou a polilaminina em oito pacientes paraplégicos e tetraplégicos. A substância foi capaz de recriar conexões entre os neurônios no cérebro e o restante do corpo, devolvendo movimentos a seis pacientes. Um deles, que estava paralisado do ombro para baixo, voltou a andar sozinho.

Cinco pessoas com lesão completa da medula espinhal receberão uma única aplicação de polilaminina até 48 horas após o trauma. Segundo o protocolo, elas serão acompanhadas por seis meses. Se não houver reações adversas graves, terão início as próximas fases do estudo clínico, que vão avaliar se a polilaminina é, de fato, eficaz para devolver movimentos ao corpo.

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