PF barra filmagens de nova temporada de “Aeroporto: Área Restrita”; saiba o que aconteceu

PF barra filmagens de nova temporada de “Aeroporto: Área Restrita”; saiba o que aconteceu

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Tiago Mascarenhas

Divulgação

Publicado em 02/02/2026 às 18:39 / Leia em 2 minutos

A produção da oitava temporada da série “Aeroporto: Área Restrita” sofreu uma paralisação por determinação da Polícia Federal. A corporação proibiu a continuidade das gravações em terminais brasileiros, interrompendo os trabalhos iniciados em dezembro de 2025.

A medida veta a presença de equipes de filmagem em áreas operacionais e de segurança, impactando diretamente o formato do reality show exibido pela HBO Max.

A decisão foi fundamentada na avaliação de riscos e princípios legais. Segundo a PF, a presença permanente de câmeras nesses locais é incompatível com a preservação da intimidade e da imagem dos passageiros, além de ferir o princípio da presunção de inocência dos cidadãos abordados.

A corporação afirmou em nota que áreas de circulação restrita não se enquadram como ambientes para atividades de entretenimento ou produção audiovisual.

A Moonshot, produtora responsável pela edição nacional, contestou a medida. A empresa informou que já possuía autorizações para captar imagens nos aeroportos de Viracopos (SP), Galeão (RJ) e Pinto Martins (CE), mas teve as permissões cassadas em janeiro deste ano.

Além disso, as credenciais para acesso ao Aeroporto de Guarulhos foram indeferidas. Em sua defesa, a produtora argumentou que realizou sete temporadas consecutivas sem qualquer registro de incidente ou comprometimento da segurança aeroportuária.

O programa ganhou popularidade ao exibir os bastidores da fiscalização da Receita Federal, Anvisa e Ibama, focando em apreensões de drogas e abordagens a suspeitos.

Sobre isso, a Polícia Federal ressaltou que a decisão não visa criar uma disputa institucional com a Receita, mas reforçou que a responsabilidade constitucional pela supervisão da segurança aeroportuária, inclusive em recintos alfandegados, pertence à PF.

Até o momento, a Receita Federal não se pronunciou sobre o caso.

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