Telegram pode ser suspenso no Brasil em 2022

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O Telegram está na pauta extraoficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e deve ser um dos primeiros assuntos tratados pelos ministros da Corte após o fim do recesso do Judiciário, em fevereiro. A Justiça Eleitoral vem tentando, sem sucesso, contato direto com representantes do aplicativo de mensagens para discutir a cooperação no combate às fake news, tema de extrema importância em ano eleitoral. Em função da dificuldade, a suspensão do aplicativo pode ser uma solução adotada.
 
Sem representantes no Brasil, o CEO do Telegram, Pavel Durov, ignorou o ofício eletrônico enviado em dezembro do ano passado pelo presidente do TSE, ministro Luís Roberto Barroso. O documento propunha uma reunião para discutir maneiras de evitar que o aplicativo seja utilizado para espalhar desinformação.
 
Diferentemente do WhatsApp, que permite grupos com até 256 pessoas, o Telegram “abraça” até 200 mil pessoas em um único grupo, fator que preocupa o TSE, que informou, por meio de nota à imprensa, que "nenhum ator relevante no processo eleitoral de 2022 pode operar no Brasil sem representação jurídica adequada, responsável pelo cumprimento da legislação nacional e das decisões judiciais". O próprio WhatsApp, assim como Facebook e Twitter, já firma acordos de cooperação com Justiça Eleitoral.
 
Foto: Ivan Radic/Flickr. Também estamos No Instagram (@sitealoalobahia), Twitter (@Aloalo_Bahia) e Google Notícias.

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