16 Jun 2021

Saiba quanto devem custar os primeiros ‘carros voadores’ fabricados no Brasil

Redação Alô Alô Bahia

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Saiba quanto devem custar os primeiros ‘carros voadores’ fabricados no Brasil
Em desenvolvimento pela brasileira Embraer, os ‘carros voadores’ (eVTOL) são parte de um projeto ousado e, aparentemente, caro, mas que caminha a passos largos para se tornar realidade em menos de cinco anos no país. 

De acordo com Paulo Cesar de Souza e Silva, que era presidente da Embraer na época em que o projeto do eVTOL foi criado, cada unidade dos veículos voadores terá que custar entre US$ 500 mil e US$ 600 mil dólares, para se tornar viável economicamente.

A intenção da empresa é que o carro voador (que na verdade funciona como um helicóptero elétrico com hélices diferentes que realiza pousos e decolagens mais suaves) seja um meio de transporte popular e bastante demandado, funcionado inicialmente como um táxi aéreo, mas depois assumindo, gradativamente, funções das mais variadas. 

“Hoje, a Embraer não tem recursos para fazer investimentos por conta própria como tinha no passado”, disse ele ao site Olhar Digital, sobre um dos empecilhos do momento.



E se a avaliação do momento econômico é incerta, os detalhes do projeto também não são muito claros, embora possa se tratar de uma questão estratégica. Sim, porque a Embraer divulga poucas informações sobre o eVTOL, mas, segundo o ex-presidente, o total do projeto deve custar cerca de US$ 300 milhões. 

Na avaliação do executivo, a companhia teria dificuldades para arcar sozinha com o montante, visto que sofre com a queda de pedidos de aviões por conta da crise no setor causada pela pandemia, além de estar se recuperando do fracassado acordo de venda de sua unidade comercial para a Boeing.

Mas, mesmo diante dos problemas, Souza e Silva diz acreditar ainda que a Embraer está preparada para ser uma das principais empresas desse mercado futuro. 

Primeiras vendas
Por meio da Eve, empresa independente criada pela Embraer para acelerar o desenvolvimento do ecossistema de mobilidade aérea urbana (UAM) no mundo, o Brasil tem estudado vários projetos nos últimos anos para criar uma a infraestrutura de táxi aéreo no País para o uso por eVTOLs. 

Por ora, os primeiros testes ocorrem em simulador, porém a ideia é que o produto final opere com o menor custo possível.

A primeira venda foi anunciada no dia 1º deste mês, para a Halo, empresa de táxi aéreo que atua nos Estados Unidos e Reino Unido. O acordo fechado envolve a produção de 200 aeronaves e o desenvolvimento de uma nova operação de eVTOL em ambos os países. 

Já no último dia 6, a Eve fechou mais uma parceria, dessa vez com a Helisul Aviation, uma operadora de helicópteros que atua na América do Sul. O pedido foi de até 50 eVTOLs. As duas encomendas têm prazo de entrega para 2026.

As duas novas parcerias somam-se a uma, mais antiga, com a Uber, que deu início ao projeto do eVTOL, com a criação da subsidiária EmbraerX. No ano passado, quando os veículos da Embraer foram anunciados, o aplicativo de transporte privado urbano tinha planos de iniciar as operações já em 2023, mas o prazo é considerado apertado por participantes do mercado e mais detalhes não foram divulgados.

A Embraer também confirmou que está em negociações para uma possível fusão da Eve com a empresa americana Zanite Acquisition. O anúncio que envolve a venda de 250 unidades da aeronave, inclusive, fez o papel da companhia liderar as altas do Ibovespa e encerrar a quinta-feira (10) com valorização de 15,61%.

A fusão no radar dos investidores também fez com que o valor de mercado da Eve chegasse próximo aos 2,5 bilhões de dólares, o que corresponde a cerca de 80% do valor atual da Embraer. Com informações do Olhar Digital.

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