“Que o Minc nunca mais desapareça!”, diz Margareth ao assumir Ministério da Cultura

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A cantora e ativista baiana Margareth Menezes tomou posse nesta segunda-feira (2) como ministra da Cultura do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ainda ontem (1º), ela assinou o termo de posse, ao lado do presidente, e hoje, participou da cerimônia e discursou. 

Entre os presentes no palco, ao lado da nova ministra, estavam nomes como a primeira-dama, Janja, e o novo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues. A cantora Fafá de Belém e a atriz Elisa Lucinda também estiveram presentes.

Em seu discurso, Margareth falou sobre o prejuízo do setor durante a pandemia, exaltou a diversidade cultural do Brasil e mencionou o desafio que terá pela frente no comando da pasta. 

“Combate-se a cultura quando se quer um país calado e obediente. A cultura incomoda, mexe, desobedece e floresce. Por isso, ela é expressão de democracia e de direitos. [..] Que o nosso Minc nunca mais desapareça!”, disse.

O Ministério da Cultura (Minc) foi extinto durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e é agora refundado. 

“A cultura é algo vital em uma sociedade e na vida pessoal, como sabe quem vive da cultura e as nações mais evoluídas intelectualmente. A cultura é um poder de transformação, a força motriz de um povo”, acrescentou Margareth. 

A historiadora Lilia Schwarcz estava presente e discursou na cerimônia. Ela condenou o que chamou de desmonte da cultura  e flertes com a censura nos últimos anos. “É hora de celebrarmos a cultura não como consequência, mas como causa. A cultura não é produto, a cultura produz”, defendeu. 

Para abrir o evento, o hino nacional foi entoado de uma forma diferente. A primeira parte foi em ritmo de forró e, a segunda, de axé. 

Fotos: (Reprodução/Redes Sociais). Também estamos no Instagram (@sitealoalobahia), Twitter (@Aloalo_Bahia) e Google Notícias.

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