'Perdemos 60 anos de história', diz especialista sobre incêndio na Cinemateca Brasileira

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Atual presidente da Sociedade Amigos da Cinemateca e ex-diretor da Cinemateca Brasileira, Carlos Augusto Calil classificou o incêndio que atingiu o galpão da Cinemateca Brasileira, na Vila Leopoldina, em São Paulo, como um "desastre". 

"O que se perdeu agora no depósito foi o que havia sobrevivido à inundação de fevereiro de 2020. O que a água começou o fogo terminou", disse ele nesta sexta-feira (29), logo após o incidente, em entrevista ao jornal Estadão.

O prejuízo ainda será contabilizado, mas, segundo ele, o que se perdeu, com certeza, foi algo como quatro toneladas de documentos do Instituto Nacional de Cinema, Concine, Embrafilme e Secretaria do Audiovisual: "Perdemos 60 anos de história, toda a memória da política pública de apoio ao cinema". 

Itens como projetores e aparelhos antigos, cópias e matrizes secundárias de filmes também podem ter sido destruídos.

Calil não acredita que o incêndio tenha sido uma fatalidade. "Assim como no Museu Nacional, isso não foi uma fatalidade. O abandono das instituições públicas brasileiras de memória é um assunto escandaloso", disse. 



Ele também lembrou que este foi o 5º incêndio sofrido pela instituição - o primeiro ocorreu em 1957 -, e alertou que ainda há muito com o que se preocupar, inclusive no que diz respeito ao prédio principal da Cinemateca, na Vila Clementino, onde está o acervo inflamável. 

"A segurança da Cinemateca não se faz apenas com controles de temperatura e de segurança. Ela é feita pelo exame periódico desse acervo pelos técnicos, e a Cinemateca está sem técnico nenhum. Ela está fechada há mais de um ano." As informações são do Estadão.

Foto: Carla Carniel/ABr. Siga a gente no Instagram @sitealoalobahia e no Twitter @aloalo_bahia.

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