Países apelam para bolso do cidadão para estimular vacinação

José Mion é jornalista, assessor de imprensa, apaixonado por Gastronomia e escreve para o Alô Alô Bahia.

Depois de exigir vacinação para a compra de maconha e álcool, o governo de Quebec chama atenção mais uma vez, agora apelando para o bolso dos cidadãos. A província canadense, que registrou o maior número de mortes relacionadas à Covid no país, passará a cobrar um “imposto de saúde” para os moradores não vacinados. Segundo as autoridades locais, só 12,8% dos moradores não estão vacinados, mas representam quase 50% dos casos hospitalares. A medida seria uma questão de justiça para a população vacinada, que estaria sendo prejudicada pela sobrecarga no sistema de saúde.
 
Apesar das restrições para não vacinados serem comuns em todo o mundo, a imposição de um imposto tem gerado controvérsia, estimulando discussão ampla sobre direitos individuais e responsabilidade social. Especialistas defendem outras opções, como a expansão da exigência do comprovante de vacinação, já que os gastos de saúde pública com outros males, como o tabagismo, por exemplo, também são elevados e fumantes nunca foram punidos desta forma.
 
A questão deve render ainda e está longe de se resumir apenas ao Canadá. Outros países têm apelado para o bolso dos contribuintes também, como a Grécia, que vai multar cidadãos com mais de 60 anos não vacinados. A multa será de 100 euros por mês, enquanto a vacina não for aplicada. Já na Cingapura, pacientes com Covid não vacinados terão de pagar suas próprias contas médicas no sistema público.
 
Foto: Stephane Mahe/Reuters. Siga a gente no Instagram @sitealoalobahia.

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