Nome do lutador baiano Waldemar Santana estará na Calçada da Fama das artes marciais

O ex-lutador baiano Waldemar Santana (in memoriam) será homenageado no próximo dia 27, às 10h, no Rio de Janeiro, quando seu nome passará a integrar a Calçada da Fama ("Walk of fame"), na cidade das Artes Marciais, localizada na Barra da Tijuca. 

O evento é uma homenagem e reconhecimento à dedicação do atleta, morto em 1984, ao desenvolvimento do esporte nacional.

A vida do Leopardo Negro, como era conhecido, e sua importância na história das artes marciais não se resumem apenas às 3h45min de duração da luta que travou em 1955 com Hélio Gracie e sua vitória, que consagrou o baiano como um dos melhores lutadores do vale-tudo. 

Vai muito além disso, e começa no início da década de 50, quando um jovem atleta e capoeirista, com 22 anos, decidiu deixar Salvador, sua terra natal, para correr atrás de seus sonhos. 

Partiu para a capital federal da época, o paradisíaco Rio de Janeiro, sede da academia da família Gracie, já conhecida por sua fama no treinamento de jiu-jítsu.

Waldemar, que é um dos primeiros ídolos negros do esporte, ajudou a impulsionar a luta livre e jiu-jítsu, que se transformaram numa febre nacional, com o surgimento de centenas de novos atletas, além de divulgar o nome da Bahia em todo o país. 

O atleta foi tema de uma crônica de Nelson Rodrigues, virou personagem em histórias populares e serviu de mote para os repentistas nordestinos, passando a ser cantado em prosa e verso.

Em 15 anos de lutas profissionais, ele nunca se esquivou de desafios e enfrentou todos os principais pugilistas do país. Tornou-se recordista em apresentações, com 296 combates.

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