6 Feb 2021

Nature: transmissão do coronavírus é quase sempre pelo ar, e raramente por superfícies

Nature: transmissão do coronavírus é quase sempre pelo ar, e raramente por superfícies
Você é daquelas pessoas que tacam álcool em gel em tudo, para reforçar os cuidados contra a transmissão do coronavírus? Pois você está certo(a), afinal, proteção nunca é demais. Mas um artigo da Revista Nature, uma das mais conceituadas no mundo científico, traz uma atualização sobre as principais formas de disseminação do SarsCov2. Para surpresa de muita gente, segundo a publicação, é raro contrair o vírus em superfícies e objetos.

Mais que isso: o texto sugere que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras agências de saúde pública revejam suas orientações sobre o assunto. 

A publicação também é bastante incisiva ao dizer que o coronavírus é transmitido predominantemente pelo ar, por meio de secreções expelidas por pessoas falando, expirando, tossindo, espirrando... 

Apesar do posicionamento, o artigo recebeu críticas de especialistas sobre a questão da superfície contaminada, especialmente pelo texto não trazer dados experimentais sólidos, embora tenha servido para levantar a discussão sobre as orientações à população após quase um ano do início da pandemia. 

Clique abaixo para ler o artigo em inglês.

Passado esse tempo, os estudos já avançaram o suficiente para entender melhor a forma de transmissão da doença, e é preciso reavaliar as orientações sobre o que de fato funciona (como os diversos tipos de máscara disponíveis) e o que é menos eficaz no combate à doença, que só no Brasil matou, até esta sexta-feira (5), mais de 230 mil pessoas.

O artigo da Nature, por exemplo, reitera a importância das máscaras, além de medidas para melhorar a ventilação em lugares fechados, que seriam alguns dos principais polos de disseminação da doença. Obviamente, destaca também que o distanciamento social e o uso de máscara devem ser o foco dos órgãos de saúde pública na orientação da população sobre a prevenção.

E, cá pra nós, enquanto estudos mais robustos não comprovam que as superfícies representam uma ameaça menor, vamos manter as mãos lavadinhas e tudo o que for local de toque das mãos, deixar sempre desinfectados de forma cuidadosa e frequente. Vamos em frente!

Foto: Xia Junjun/VCG/Getty. Siga a gente no Instagram @sitealoalobahia e no Twitter @aloalo_bahia.

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