Não é só futebol: Fonte Nova terá shows e até 'Carnaval' no Verão; veja atrações e datas

Com informações do Jornal CORREIO

Um ano e sete meses de arquibancadas sem público, nem torcida ou plateia. Nunca o termo ‘em breve’ trouxe tanta expectativa para o setor de entretenimento, que, aos poucos, vai caminhando para a retomada das suas atividades. Verão se aproximando e já dá para ver porque essa demanda reprimida anima (e muito) o segmento com a ampliação da cobertura vacinal. Depois do reencontro da bola com campo no início do mês - com o retorno dos jogos nos estádios de futebol - chegou a vez de os shows voltarem a acontecer na Arena Fonte Nova, já a partir de dezembro. 

A estimativa de investimento da Arena com parceiros de entretenimento é de cerca de R$ 30 milhões entre dezembro até o 1º trimestre de 2022, isso incluindo um show internacional e um evento esportivo de grande porte. O Pida Music Festival é o primeiro da agenda com mais de 10 dias de festa, entre 03 e 19 de dezembro. Com público limitado e em cumprimento aos protocolos oficiais contra a disseminação da covid-19, o acesso só é permitido para os que estão completamente imunizados (1ª e 2ª dose). 

Estamos bastante otimistas de que teremos uma retomada forte e segura, especialmente com o avanço da vacinação da população. Isso só reforça a Arena Fonte Nova como um dos principais espaços para os grandes eventos do verão baiano e respeitando, é claro, o que preconizam as autoridades sanitárias”, destaca o presidente da Arena Fonte Nova, Dênio Cidreira. Entre as atrações confirmadas para o festival estão artistas como Sorriso Maroto, Calcinha preta, Limão com Mel, Alcione, Roupa Nova, Paralamas e Unha Pintada. 

Outra aposta da Arena para o verão é Carnavalito com Harmonia do Samba, É o Tchan e Os Barões da Pisadinha. A festa deve acontecer só em fevereiro, mas já iniciou a venda de ingressos, que custam entre R$ 225 (atrás do trio) e R$ 420 (camarote).

“As vendas estão superiores ao mesmo período das edições passadas e esperamos  que elas aqueçam ainda mais quando o futuro do Carnaval de Salvador for definido”, pontua. 

 Além do futebol 

Apesar de ter ficado sem receber jogos e eventos por 584 dias, durante a pandemia a Arena nunca esteve parada, já que o formato multiuso do equipamento permitiu que a Fonte Nova pudesse também abrigar um Hospital de Campanha, funcionar como ponto de vacinação e uma base do Samu, tornando o local, o único no país com as três operações de saúde atuando simultaneamente. 

“Sem eventos e aglomerações, evidentemente, fizemos ajustes nos custos, como a maioria das empresas, com responsabilidade e buscando dar continuidade ao cronograma de manutenção do equipamento e planejamento nossos projetos e ações para a retomada. Paralelo a isso, na pandemia, conseguimos apoiar a maior missão daquele momento que era salvar a vida das pessoas, com as operações de saúde”, diz o presidente da Arena. 

Prestes a completar nove anos em 2022, o modelo de Parceria Público-Privada (PPP) da Arena Fonte Nova foi elaborado pelo governo do estado e a concessão foi outorgada através de licitação. O contrato previa tanto a obra de construção de uma arena multiuso como a operação posterior do equipamento. Todo o investimento foi realizado pela Fonte Nova Negócios e Participações, que arcou com os custos da construção, um montante de cerca de R$ 685 milhões. 

“Durante o projeto e construção, tínhamos um foco grande na operação da Copa das Confederações, Copa do Mundo, Olimpíadas. Porém, houve uma atenção especial na adequação do projeto para termos uma arena altamente funcional. Esse cuidado pode ser verificado nos amplos espaços nas áreas de circulação, na instalação da iluminação monumental e no reforço estrutural da Praça Sul, que possibilita receber alta tonelagem de grande porte. Tudo isso foi pensado para uma utilização inteligente, integral e inovador da arena”, ressalta Dênio Cidreira. 

O prazo de concessão é de 35 anos. Só em 2019, antes da pandemia, a atração de eventos na Arena Fonte Nova contribuiu com um incremento de mais de R$ 500 milhões na economia baiana, conforme aponta um estudo realizado pelo Instituto Miguel Calmon (IMIC). No mesmo ano foram 106 eventos esportivos e não-esportivos, atingindo a marca de cerca de 1,5 milhões de frequentadores. 

“Já utilizamos quase que uma centena de possibilidades de configurações, com rápida transição entre uma e outra, sem a necessidade da realização de investimentos adicionais. É um grande desafio operar nossa multifuncionalidade, algumas vezes, de forma simultânea, quando, por exemplo, tínhamos vários eventos de médio porte acontecem concomitantemente em espaços diferentes”. 

A grande vantagem de concessões como a da Arena Fonte Nova é justamente essa proposta multifuncional, como destaca a doutoranda em Políticas Sociais e Cidadania, mestre em Direito público e professora do curso de Direto da Unifacs, Taís Dórea.

“A concessão transformou um estádio público que estava precisando de reforma e manutenção em um local importante para movimentação dos eventos desta natureza. Se o estado tivesse que se se especializar na gestão de todos os serviços públicos, a Administração Pública, sem dúvida, gastaria mais recursos financeiros, humanos, estruturais. Por isso, transferir a execução deles para quem tenha expertise é muito mais vantajoso”. 

Ao comentar sobre a segmentação das concessões pelo estado, o superintendente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Vladson Menezes, acrescenta que a maior contribuição das concessões está na resolução de problemas que o estado tinha dificuldade  antes, com aquele determinado serviço.

“Elas viabilizam os investimentos necessários ao desenvolvimento socioeconômico do estado. As concessões de serviços públicos à iniciativa privada liberam recursos humanos e financeiros para atividades básicas e essencialmente públicas, como educação, saúde e segurança, melhorando assim o ambiente social do estado”, analisa. 

 Seja em nível nacional ou aqui na Bahia, o resultado, em termos de qualidade dos serviços, depende bastante da modelagem do processo. “Neste modelo, é fundamental o papel de agências reguladoras independentes, capazes de acompanhar o desempenho de cada empresa e, eventualmente, penalizar as que não cumprem os parâmetros adequados”. ( Por Priscila Natividade, via CORREIO).

 

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