17 Aug 2021
Mamadou Gaye encerra gestão na Aliança Francesa na Bahia com planos de continuar no Brasil
Mamadou avalia que sua principal contribuição na instituição referência na Bahia no ensino do idioma francês e à cultura francófona foi poder se colocar a serviço da equipe, orientar, acolher, dividir poder para empoderar cada colaborador para que se sentisse responsável pela sua própria missão.
“Minhas raízes africanas me ajudaram muito. Nasci no Senegal, cresci vendo a comunidade, a contribuição de cada pessoa do grupo ser valorizada. Quando a gente divide o sentido geral do trabalho com todos, o efeito da ação individual tem impacto positivo no coletivo. O ecossistema torna-se favorável a bons resultados”, explica.
E, por falar em bons resultados, a experiência com Aliança Francesa o encorajou a não arrumar as malas de volta para a França. Depois de uma pausa, Mamadou planeja continuar no Brasil atuando como consultor em transformação cultural em ambientes corporativos.
Contribuir com a mudança da cultura das organizações será sua principal motivação. “A crise que enfrentamos nos obrigou a tornar as organizações mais criativas. Mais do que nunca, é uma questão de inteligência incluir o direito de falhar. Sem direito de errar, ninguém cria”, sinaliza a importância de acolher o erro no processo de aprendizado.
Prestes a passar o bastão, o diretor da Aliança Francesa da Bahia revela um desejo. “Que a Aliança continue participando da realização dos sonhos das pessoas que desejam estudar ou trabalhar fora e dos artistas e pensadores que querem se conectar com a francofonia”.
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