21 Jul 2021
Mais dois filhotes de ararinhas-azuis têm o nascimento divulgado
Os filhotes são fruto de um casal que veio dentre 52 exemplares repatriados da Alemanha no ano passado. Eles nasceram nos dias 6 e 9 de junho, mas, pela fragilidade da espécie, os técnicos só optaram por divulgar a notícia agora. "Os animais filhotinhos são mais sensíveis, são mais suscetíveis a morrerem, então a gente divulga quando temos certeza que os filhotes vingaram", explica a médica veterinária e analista ambiental do ICMBio, Camile Lugarini.
Esse foi o caso do filhotinho do mesmo casal que havia nascido no dia 13 de abril, mas que acabou morrendo naturalmente. Felizmente, dois dias depois, mais uma ararinha-azul nasceu. Agora, são três aves reproduzidas em cativeiro na região 21 anos após a espécie ter sido considerada extinta na natureza.
"A ararinha não é uma espécie de fácil reprodução, mas, devido ao grande investimento em tecnologia e considerando os aspectos da genética, desde 2013, os mantenedores começaram a investir em inseminação artificial, bons pareamentos e hoje estamos colhendo bons frutos", diz Camile.
Um dos passos era estabelecer esse centro de reprodução na área de ocorrência histórica onde a espécie existia. O local foi estabelecido em 2020 e faz parte de um plano de ação nacional para a conservação da espécie. Ele é mantido pela ONG alemã ACTP, que, entre as décadas de 1960 e 1980, colecionava a espécie, mas, com a extinção da ararinha-azul, resolveram repatriá-la.
Além do norte da Bahia, outro local é criadouro: a Fazenda Cachoeira, em Minas Gerais. Segundo a analista do ICMBio, entre 2019 e 2020, foram registrados 18 nascimentos no estado.
Foto: Divulgação/ACTP. Siga o insta @sitealoalobahia.



