5 Mar 2021

De imóveis a gado, de motel a cemitério: fintech baiana Bloxs faz sucesso indicando investimentos alternativos

De imóveis a gado, de motel a cemitério: fintech baiana Bloxs faz sucesso indicando investimentos alternativos
Há um ditado que resume bem a forma correta de lidar com os seus investimentos: nunca coloque todos os ovos na mesma cesta. Diante da sabedoria popular, quem deseja aumentar dividendos precisa saber que a rima mais adequada para multiplicar é diversificar.
 
Mas variar seguindo caminhos óbvios, que muita gente costuma pegar, talvez não traga a diferenciação desejada nos lucros. E é aí que entra a fintech Bloxs, empresa baiana com projeção nacional criada com a missão de fornecer acesso fácil a investimentos alternativos, porém de alta qualidade e que antes estavam restritos a investidores institucionais, Family Offices e clientes Ultra High. 
 
Apesar de diferentona nas propostas – oferecendo, muitas vezes, caminhos menos ortodoxos para os aportes –, a Bloxs conta com a segurança de um mercado regulado e autorizado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), de acordo com a instrução 588.
 
Assim, com tamanha segurança, dá para virar sócio de uma construtora para comprar lotes e construir casas, com rentabilidade alvo de 18,5% ao ano; ou investir na reforma e readequação de motéis visando uma rentabilidade de 15,3% num prazo de três anos; ou ainda, diante do triste e duro cenário da pandemia, investir num ramo que presta auxílio a famílias enlutadas.
 
Com cotas a partir de apenas R$ 2.500, por exemplo, é possível se tornar credor ou sócio de crematórios, cemitérios e empresas especializadas na aquisição e gestão de imóveis e estabelecimentos do ramo. Lembrando que a operação ocorre 100% online. 

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Clique aqui para acessar o site.

Pioneirismo
Segundo o empresário Felipe Souto, um dos fundadores da Bloxs, em 2017, a empresa é, basicamente, “uma plataforma de crowdfunding (financiamento coletivo) realizando ofertas públicas sem a necessidade de registro”, com a mínima burocracia. “Trabalhamos com os setores imobiliário, de energia, agronegócio e comercial”, complementa Souto.
 
Citando o exemplo dos cemitérios, vale destacar que para investir nesse setor, em outros tempos, muitos empresários precisavam enfrentar um mercado altamente concentrado e com fortes barreiras de entrada, ora suplantadas no modelo operacional da fintech.
 
Para quem optar pelo investimento no ramo funerário, por exemplo, a estimativa é que um cemitério bem consolidado e administrado, com mais de 10 anos de atuação, consiga gerar uma margem de lucro em torno de 25%. Some-se a isso a expectativa de aumento da taxa de mortalidade nos próximos anos, e forma-se um cenário adequado – embora não convencional, já que poucas pessoas pensam em se envolver com o tema ‘morte’ – para investir, com foco no longo prazo.
 
Quem não quer algo nessa linha, há opções mais convencionais, como o segmento de energia. Nesse caso, o investidor pode colocar dinheiro, por exemplo, na construção e operação de usinas fotovoltaicas, com retorno esperado, a partir da venda de energia, de 16,7% ao ano. 
 
Pode optar ainda, na imensa cartela de opções contidas no bloxs.com.br, pelo gado, ou agrobusiness. A plataforma permite aplicar na compra de gado Nelore, indicando para rentabilidade de 21,7% em um aninho apenas.
 
Essa versatilidade permitiu que a Bloxs levantasse até hoje, R$ 40 milhões através de mais de 30 projetos distintos, com operações bem-sucedidas. Para este ano, a ideia é aumentar em mais de cinco vezes o valor, alcançando algo entre R$ 160 milhões e R$ 180 milhões. 
 
Modo de usar
A Bloxs conta com um time de especialistas dedicados a prospectar possibilidades de investimento e também receber propostas. A partir disso, os projetos, que podem ser de equity (quando o investidor vira sócio) ou de dívida (quando o investidor vira credor), são analisados internamente e escolhidos.
 
“Temos uma equipe especializada em procurar estes cases, mas também estamos investindo em tecnologia para poder olhar melhor tudo que chega para nós”, destacou Felipe Souto, em entrevista à CNN Brasil. “O mercado de cemitérios, por exemplo, que vamos  trabalhar em 2021... Conversei com 20 empresas e acabamos selecionando só uma”, mencionou.
 
Após fechar contrato com a empresa que vai buscar o dinheiro dos investidores, a plataforma emite cotas e lança uma espécie de mini IPO no site. Todas as captações têm prazo para começar e acabar, além de um valor mínimo para que o projeto avance.
 
“O investimento mínimo em cada proposta costuma ser na casa de R$ 10 mil nas operações de equity, já nas operações de dívida a acessibilidade é maior com ticket mínimo de R$ 2.500,00”, explica Souto, após comentar que cada projeto costuma ficar disponível no site por um mês.
 
Enquanto o processo não termina, o dinheiro já investido vai para uma conta garantia (escrow), impedindo que o montante seja acessado pela empresa ofertante antes da finalização da captação. Ao fim do prazo acordado, se a oferta não obtiver êxito, o dinheiro é devolvido ao investidor. No sucesso da captação, os recursos são disponibilizados para execução do projeto e os contratos emitidos em até 5 dias úteis para os investidores.

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