Com pandemia, casais alteram planos para realizar casamento; fornecedores comentam

Gabriela Cruz é jornalista, ilustradora e escreve para o Alô Alô Bahia. 

Conteúdo sob medida Alô Alô Bahia.

As restrições necessárias por conta da pandemia do novo coronavírus fizeram com que muitos noivos adiassem seus planos de casamento em 2020, buscando datas ainda em 2021. Com a vacinação em curso, o que se tem visto é uma corrida aos fornecedores para realizar as festas no segundo semestre deste ano, a partir de setembro, quando a expectativa é de que parte significativa da população esteja imunizada.
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É o que espera Marcella Brandalize e Fabio Maalouli, que precisaram adiar a festa planejada e optaram por celebrações intimistas no civil e na catedral ortodoxa, religião da família dele. Os enlaces foram assistidos por pouquíssimos familiares e amigos, em São Paulo, em agosto do ano passado. "A festa seria em novembro de 2020 e agora mudamos para novembro de 2021. Como ainda não temos certeza se poderá acontecer esse ano, estamos com os preparativos em stand by, mas provavelmente reduziremos bastante o número de convidados", conta Marcella, que também realizará cerimônia na igreja católica romana, em Salvador. 
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Com a publicação do decreto, nesta terça-feira (13), no Diário Oficial do Estado (DOE), no qual o governador da Bahia, Rui Costa, autoriza a realização de eventos com até 50 pessoas, muita gente procurou as empresas do segmento para reservar datas. “Acabo de fechar um casamento para 50 pessoas daqui a um mês em função da liberação”, conta Denise Martinelli, do cerimonial Milton Martinelli, que já está com a agenda cheia a partir de setembro. “Dezembro está incrivelmente lotado. A maioria são casais que tiveram que mudar os planos e estão marcando a data para o segundo semestre desse ano ou o início do ano que vem, para fazer tudo com mais tranquilidade". No mercado há 35 anos, a empresária precisou se adaptar à pandemia e criar uma cláusula nos contratos em que o cliente ganha um prazo de até um ano para realizar o evento em caso de adiamento.
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De acordo com Bruna Martins, do Buffet Mignon, muita gente preferiu adiar a festa e fazer a cerimônia do civil para não deixar de casar. “Tivemos muitos eventos menores também. Houve uma adaptação, mas agora percebo que as pessoas estão esperançosas, acreditando na vacina, e marcado os casamentos para esse ano ainda. Só ontem fechamos dois. E não são adiamentos, são casamentos novos, grandes, um deles já para outubro”, revela.
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Bruna percebeu essa demanda como um reflexo de tanto tempo de restrições sociais por conta da pandemia. “Muita gente que tinha planos, como ter filhos, e precisou adiar nos fala que está com vontade de andar a vida. Surgiram agora noivas que querem casar no segundo semestre de qualquer jeito e vão se adaptar em relação ao tamanho e formato do evento de acordo com o cenário da pandemia na época”, conta a empresária. “Acredito que como o Mignon é muito correto, damos segurança aos clientes, eles estão nos procurando mesmo com estas incertezas”.

A pandemia mexeu inclusive com a logística das empresas para atender aos eventos seguindo todos os protocolos. A TD Produções, especializada em som, luz e led, além de palcos e coberturas, e que é responsável pelas principais festas de Salvador, precisou mudar a rotina de suas equipes, alternando turnos, mandando grupos menores para as montagens, o que impacta, inclusive, no tempo de montagem. De acordo com sua diretora comercial, Nayme Linhares, além dessa adaptação, foi preciso absorver alguns custos. “Sendo uma pandemia, a gente entende que todo mundo sai prejudicado. Todos os adiamentos foram feitos sem nenhum custo adicional para o cliente. Dividimos esse prejuízo. O deles emocional e o nosso financeiro”, diz.
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Sobre a retomada dos eventos, Nayme explica que o fluxo natural foi de quem ia casar no ano passado mudar a data para este ano e quem ia trocar alianças em 2021, levar a festa para 2022. “Houve também casamentos maiores que foram adequados para eventos menores. Teve gente que mudou radicalmente o formado da festa e fez um mini wedding para 50 pessoas e que vai esperar tudo voltar ao normal para fazer uma grande festa. Porque não é só a quantidade de convidados que muda. Com as restrições não tem banda, palco, pista de dança, o evento é diurno por causa do toque de recolher”, esclarece.

 Fotos:@flaviavitoriaphoto e Divulgação. Siga o insta @sitealoalobahia.

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