21 Dec 2021
Após aporte milionário, baiana Sanar se consolida em 2021 e inicia internacionalização em Angola e Paraguai
“Houve uma expansão de faculdades de medicina muito grande no Paraguai, e, por proximidade, muitos brasileiros foram para lá. Os que já conheciam a Sanar continuaram usando nossos produtos, mesmo fora do país, para completar a aprendizagem”, revela Caio Nunes, cofundador da healthtech. O sucesso no país vizinho abriu portas para mercados mais distantes. “A África tem um desafio enorme em relação à saúde e tem uma conexão forte com a história da Bahia (onde a empresa nasceu)”, explica o executivo. O carro-chefe é o SanarFlix, plataforma de streaming com conteúdo educativo, criado por professores brasileiros. Ao contrário de alguns livros, que chegam a custar R$ 1 mil, a ferramenta completa custa R$ 24,50 por mês, com acesso ilimitado a videoaulas e exercícios em celulares, computadores e tablets. “Os estudantes de medicina faziam parte da elite. Com as políticas afirmativas, o perfil mudou. O problema é que (os estudantes) entravam nas faculdades, mas não conseguiam se manter nelas, passando por dificuldades no momento mais importante: a formação”, reflete.
Outro produto é o Sanar Yellowbook (R$ 99 por ano), app que auxilia profissionais de saúde na tomada de decisão rápida e confiável, apresentando dosagens, efeitos adversos e nomes comerciais dos medicamentos, além de informações sobre doenças, escores, calculadores e fluxogramas de conduta. Outro grande atrativo da plataforma, para quem mora fora do país, é a possibilidade de formar-se no exterior, mas revalidar o diploma se quiser trabalhar no Brasil. “A medicina brasileira é muito admirada na América Latina por causa da qualidade técnica dos profissionais e dos grandes centros hospitalares. Por isso, muitos médicos querem trabalhar aqui”, reforça Caio, que desenvolveu um curso preparatório para a prova exigida na revalidação do diploma.
Atualmente, são 60 mil estudantes assinantes dos cursos online, inclusive os intensivos preparatórios para concursos, pós-graduação e residência médica. Com conteúdo 100% em português, com opção de legendas apenas em espanhol, a Sanar ainda conta, em sua grande maioria, com estudantes ou graduados brasileiros espalhados no mundo. Por isso, a próxima etapa da internacionalização dará prioridade a países latinos e de língua portuguesa, como Chile e Argentina. “A formação e as necessidades dos médicos são muito semelhantes em diversas geografias. A Sanar está pronta para suportar à educação médica global em parceria com universidades e instituições de todo o planeta. Ninguém estava preparado para a mudança pro digital nesse mercado como a gente”, finaliza Ubiraci Mercês, founder e CEO da Sanar.
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