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11 Jul 2020

Empresários baianos revelam quanto custa manter um restaurante fechado

Os restaurantes de Salvador estão sem funcionar desde março para evitar a proliferação do vírus que causa a Covid-19. Para minimizar os impactos econômicos, alguns estabelecimentos passaram a oferecer delivery ou take away (para levar). Contudo, a iniciativa não é suficiente para garantir a continuidade do setor.
 
O empresário Edinho Engel, do restaurante Amado, considerado um dos melhores e mais sofisticados da cidade, vem desembolsando R$ 200 mil por mês para manter a estrutura. “Ninguém aguenta mais de 100 dias fechado tendo que pagar mão de obra, aluguel e energia. Precisamos voltar a funcionar, se não, todo o segmento fecha”, afirma.
 
A empresária Karine Queiroz, sócia do Soho, na Bahia Marina, calcula que vem investindo R$ 150 mil por mês para manter o négocio. “Quando voltarmos a funcionar, vamos abrir pequeno e com capacidade reduzida”, revela.
 
Tereza Paim, do Casa de Tereza, no Rio Vermelho, já utilizou todo o capital de giro. “Ainda peguei empréstimo de R$ 430 mil para garantir, pelo menos, três meses de baixo fluxo”, explica. Cerca de R$ 230 mil é o custo mensal de Fabricio Lemos, do Ori e Origem. “R$ 130 mil de folha de pagamento e mais R$ 100 mil de custo fixo”, explica.
 
Murcio Dias, que preside o Grupo D&M, dono de 21 restaurantes, acredita que esteja investindo de R$ 400 a 600 mil por mês. “De R$ 20 a R$ 30 mil por restaurante. Não está sendo fácil”, desabafa.
 
A previsão da Prefeitura de Salvador é que lanchonetes, bares e restaurantes voltem a funcionar na Fase 2, quando a cidade estiver com taxa de ocupação dos leitos hospitalares exclusivos de Covid-19 abaixo de 70%.
 
 
Fotos: divulgação.  Siga o insta @sitealoalobahia.  
 Edinho Engel
 Karine Queiroz
 Tereza Paim
 Fabricio Lemos
 Murcio Dias