11 Nov 2011
A beleza impressionante do silêncio!
“ Dá –me a tua mão: Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta. De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia. Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir – nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio”.
Este impressionante poema de Clarice Lispector é o abre-alas da coleção de verão de Vitorino Campos, que desta vez mergulha nos mares do silêncio para desbravar os encantos de suas produções.
A estética geométrica aparece nas listras, cortes e ângulos. As técnicas de alfaiataria são desenvolvidas através do crepe e do xantungue de seda. O preto e o branco predominam com pontos de luz no azul, verde e amarelo. Resultado: Magnificente!








