A chuteira cor de rosa virou uma das imagens mais repetidas da Copa do Mundo porque grandes marcas esportivas chegaram à mesma aposta: usar uma cor forte para fazer o produto aparecer no gramado, na televisão e nas fotos do torneio.
Não se trata de regra da Fifa nem de uma ação única entre jogadores. Nike, Adidas, Puma, New Balance e outras fornecedoras lançaram linhas em tons de rosa para seus atletas, criando uma espécie de padronização não oficial. Como muitos jogadores têm contrato para usar modelos das marcas que os patrocinam, a cor se espalhou rapidamente pelas partidas.
O motivo principal é visual. O rosa cria contraste direto com o verde do campo e tende a se destacar mais nas transmissões, nas arquibancadas e nas imagens de divulgação. A escolha também evita conflito com os uniformes das seleções, já que nenhuma equipe da Copa usa o rosa como cor predominante do kit principal.
A decisão passa ainda por marketing e psicologia do consumo. Em entrevista ao The Athletic, Odinga Nimako, da equipe global de calçados da Nike, afirmou que atletas e consumidores associam cores fortes a confiança em grandes momentos. Segundo ele, o rosa é chamativo o suficiente para passar a ideia de que o jogador precisa corresponder ao destaque nos pés.
Alguns astros, porém, fogem da tendência. Lionel Messi usa um modelo especial da Adidas em branco, azul-claro e dourado, com referência à Argentina e à sua trajetória em Copas. Cristiano Ronaldo também aparece com chuteira exclusiva dourada da Nike, feita para marcar sua sexta participação no Mundial. Para a maioria dos atletas, no entanto, o rosa virou a cor dominante da competição.