Um dos nomes da estreia da França na Copa do Mundo, Michael Olise também chamou atenção por uma curiosidade fora do campo: embora tenha nascido em Hammersmith, em Londres, e crescido na Inglaterra, o meia-atacante defende a seleção francesa por causa de sua ligação familiar com o país.
A dúvida voltou a circular depois da vitória da França sobre Senegal por 3 a 1, na estreia da seleção na Copa do Mundo. O jogador do Bayern de Munique foi decisivo no segundo tempo, participou diretamente da construção ofensiva e reforçou a curiosidade sobre por que um atleta formado no futebol inglês aparece com a camisa azul.
O caso é explicado pelas regras de elegibilidade da Fifa e pela origem familiar do jogador. Ele nasceu em território inglês, mas é filho de mãe franco-argelina e pai nigeriano, o que o tornava elegível para defender mais de uma seleção. Inglaterra, França, Nigéria e Argélia apareciam como possibilidades antes da definição da carreira internacional.
A escolha pela seleção francesa começou ainda nas categorias de base. O meia passou por equipes jovens da França, depois integrou o time olímpico nos Jogos de Paris e foi chamado para a seleção principal por Didier Deschamps em 2024. A partir daí, deixou de ser apenas uma promessa com múltiplas nacionalidades esportivas e passou a fazer parte do projeto francês.
Ter nascido e crescido na Inglaterra, portanto, não obrigava o jogador a defender a seleção inglesa. No futebol de seleções, a nacionalidade esportiva pode seguir vínculos familiares reconhecidos pelas regras internacionais. No caso dele, pesaram a ascendência francesa, a trajetória nas bases dos Bleus e a decisão pessoal de representar o país da mãe.