Delegação do Irã enfrenta problemas migratórios nos EUA após estreia na Copa do Mundo

Delegação do Irã enfrenta problemas migratórios nos EUA após estreia na Copa do Mundo

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

José Mion/Alô Alô Bahia

Gary Vasquez/IMAGN IMAGES via Reuters

Publicado em 16/06/2026 às 08:34 / Leia em 3 minutos

A estreia da seleção do Irã na Copa do Mundo, na noite de segunda-feira (16), foi marcada não apenas pelo empate em 2 a 2 com a Nova Zelândia, mas também por problemas migratórios enfrentados pela delegação nos Estados Unidos.

Após a partida, disputada em Los Angeles, o capitão da equipe, o atacante Mehdi Taremi, e o auxiliar técnico Saeid Alhouei foram retidos no aeroporto durante os procedimentos de imigração enquanto o grupo se preparava para embarcar para Tijuana, no México, onde está concentrado. Segundo agências estatais iranianas, ambos enfrentaram um “atraso injustificado” na checagem e liberação para viagem.

O caso mais delicado, porém, envolve o atacante Mehdi Torabi. De acordo com as agências, o jogador recebeu um visto de entrada única nos Estados Unidos, enquanto o restante da delegação obteve autorizações de múltiplas entradas. A Federação Iraniana de Futebol iniciou os trâmites para emitir uma nova autorização e garantir que o atleta possa acompanhar a equipe nos próximos compromissos do torneio.

A participação iraniana na Copa já vinha cercada de incertezas devido às tensões entre Irã e Estados Unidos em meio ao conflito no Oriente Médio. Embora a competição seja sediada por Estados Unidos, México e Canadá, a base da seleção foi transferida para o México. A delegação está em Tijuana desde 7 de junho.

Antes da estreia, o técnico Amir Ghalenoei já havia criticado a logística imposta à equipe. Segundo ele, o planejamento previa uma noite de descanso em Los Angeles antes do retorno ao México, mas a permanência não foi autorizada. “Devíamos ficar aqui esta noite para nos recuperarmos e voltar amanhã na hora do almoço, mas eles não nos permitiram. Para ser sincero, não faço ideia do porquê. Acho que talvez nossa equipe seja a mais oprimida de toda a Copa do Mundo“, disse.

Ainda no estádio, Mehdi Taremi afirmou que as restrições prejudicam o desempenho da seleção. “Não é bom para nós. Acho que não é bom para o futebol. Acho que a Fifa precisa nos ajudar mais do que isso. É muito ruim e afeta nossa equipe, e nós só queremos paz”, disse.

Procurados pela Reuters, o Departamento de Estado dos Estados Unidos e a Fifa não comentaram as declarações. Os Estados Unidos já haviam informado que a seleção iraniana não poderia permanecer no país durante toda a competição. Segundo o embaixador do Irã no México, os vistos concedidos aos 26 jogadores permitem apenas entradas temporárias para treinamentos e partidas.

Inicialmente, a equipe pretendia se hospedar em Tucson, no Arizona, já que disputará os três primeiros jogos em solo americano. No entanto, a guerra iniciada após bombardeios coordenados por forças americanas e israelenses contra o Irã alterou o planejamento.

Em outro episódio envolvendo a participação iraniana no torneio, a Federação de Futebol do Irã (FFIRI) informou, em 9 de junho, que a cota de ingressos destinada aos seus torcedores havia sido retirada pelos Estados Unidos, impedindo que muitos fãs que já planejavam viajar acompanhassem os jogos da seleção.

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