A demissão de Sabri Lamouchi do comando da Tunísia, anunciada na madrugada desta segunda-feira (15), entrou para a história das Copas do Mundo. Após a goleada por 5 a 1 sofrida diante da Suécia na estreia do Mundial de 2026, o francês de 54 anos passou a integrar um seleto grupo de treinadores dispensados com a competição ainda em andamento, algo extremamente raro no principal torneio do futebol.
Lamouchi tornou-se apenas o quarto técnico a perder o cargo durante uma Copa do Mundo. A lista tem ainda um brasileiro ilustre, Carlos Alberto Parreira, campeão mundial com a Seleção Brasileira em 1994. Curiosamente, três das quatro demissões ocorreram na Copa do Mundo de 1998, na França. Até aquele Mundial, nenhum treinador havia deixado o cargo durante a disputa da competição.
O primeiro caso foi justamente o de Parreira, que comandava a Arábia Saudita. Apesar de ter assumido a equipe já classificada para o torneio, o treinador não resistiu às derrotas para Dinamarca (1 a 0) e França (4 a 0) nas duas primeiras rodadas e acabou substituído pelo interino Mohammed Al-Kharashy. Sob novo comando, os sauditas empataram por 2 a 2 com a África do Sul na última partida da fase de grupos.
Poucos dias depois, a Coreia do Sul também trocou de treinador. Cha Bum-kun foi demitido após a derrota por 3 a 1 para o México e a goleada por 5 a 0 sofrida diante da Holanda. Ainda naquela edição, a Tunísia protagonizou o terceiro caso: o polonês Henryk Kasperczak deixou o cargo depois dos reveses para Inglaterra (2 a 0) e Colômbia (1 a 0).
Agora, 28 anos depois, Lamouchi se junta a esse grupo restrito. A goleada sofrida para a Suécia na abertura da Copa de 2026 foi suficiente para encerrar sua passagem pela seleção tunisiana e colocá-lo em uma lista que, até hoje, reúne apenas quatro nomes em toda a história dos Mundiais.