O vice-presidente do Paraguai, Pedro Alliana, de 52 anos, é o sucessor natural de Santiago Peña após o presidente formalizar sua renúncia ao cargo nesta quinta-feira (5). A saída foi anunciada durante uma sessão do Congresso que discutia a abertura de um processo de impeachment contra o chefe do Executivo. Agora, os parlamentares precisam decidir se aceitam ou rejeitam o pedido, decisão que depende de maioria simples.
Alliana, que ocupa a Vice-Presidência desde 2023, também aparece entre os alvos de uma denúncia relacionada à crise do Banco Ueno, instituição que foi dissolvida pelo Banco Central paraguaio na terça-feira (3). O pedido de impeachment apresentado contra os dois integrantes do governo aponta supostas irregularidades na atuação política durante os problemas envolvendo a instituição financeira.
Entre as acusações contra o vice-presidente estão a suposta utilização de sua influência legislativa para dar cobertura à crise do banco, o apoio à destinação de recursos de fundos de pensão e a omissão diante de alertas sobre concessões de crédito a empresas ligadas aos controladores da instituição.
Apesar da denúncia, a Câmara dos Deputados rejeitou a abertura do processo de impeachment contra Peña. A votação terminou com 30 parlamentares favoráveis à investigação e 38 contrários.
Antes de chegar à Vice-Presidência, Alliana construiu carreira política no Partido Colorado, legenda de direita que ocupa posição de destaque na política paraguaia. Foi governador do departamento de Ñeembucú, eleito em 2013 e reeleito em 2018, além de exercer dois mandatos como deputado nacional.
Em 2015, assumiu a presidência do Partido Colorado, função que desempenhou até 2023. Também foi eleito presidente da Câmara dos Deputados em 2019. Três anos depois, chegou à chapa presidencial de Santiago Peña como candidato a vice-presidente.
Com a renúncia de Peña, caberá ao Congresso paraguaio deliberar sobre o pedido apresentado pelo presidente. Caso seja aprovado, Pedro Alliana poderá assumir o comando do país.