O Festival de Cinema Francês do Brasil, conhecido anteriormente como Festival Varilux, iniciou sua 17ª edição nesta quinta-feira (29), com uma programação de 21 filmes exibidos em mais de 50 cidades brasileiras até 11 de novembro. Criado em 2008 para divulgar a cinematografia francesa no país, o evento ocupa aproximadamente 100 salas de cinema, reunindo produções recentes, obras premiadas e clássicos.
A seleção de 2026 apresenta 19 produções recentes e inéditas no circuito brasileiro e dois clássicos, com títulos que passaram por festivais internacionais como Cannes, Veneza e Locarno. Entre os destaques está O Beijo Elétrico, comédia romântica de Pierre Salvadori que abriu o Festival de Cannes deste ano. A programação também inclui O Sentido da Vida, de Ryūsuke Hamaguchi, que rendeu a Virginie Efira e Tao Okamoto um prêmio conjunto de interpretação feminina em Cannes.
Outro destaque é Duas Pessoas Trocando Saliva, vencedor do Oscar de melhor curta-metragem em live-action em 2026. O filme acompanha duas mulheres em uma sociedade na qual o beijo é proibido. Já o suspense político Júpiter, de Alexandre Smia, chega às telas brasileiras antes de sua estreia na França, prevista para 18 de novembro. A produção retrata um presidente recém-eleito diante de uma crise internacional que ameaça provocar uma guerra nuclear.
Entre os clássicos selecionados estão A Grande Escapada, comédia de Gérard Oury lançada em 1966 e estrelada por Louis de Funès e Bourvil, e a animação O Rei e o Pássaro, de Paul Grimault. A programação ainda apresenta A Ilustre Desconhecida, com Isabelle Huppert e Sandrine Kiberlain, e uma nova adaptação de O Fantasma da Ópera, dirigida por Alexandre Castagnetti.
Além das exibições, o festival recebe uma delegação de sete profissionais franceses, incluindo as atrizes Alexandra Lamy, Laure Calamy e Pauline Clément, o ator Benoît Magimel e os diretores Fabien Gorgeart, Marc Fitoussi e Pierre Salvadori. Os convidados participam de encontros e debates com o público no Rio de Janeiro e em São Paulo. À Agência Brasil, a curadora Emmanuelle Boudier destacou a importância da diversidade cinematográfica. “O cinema faz com que a gente abra a mente para coisas que não conhecemos”, afirmou.
A programação completa de cada cidade pode ser consultada no site oficial do evento.