Projeto de lei proíbe cobrança para acessar praias, rios e cachoeiras públicas no Brasil

Projeto de lei proíbe cobrança para acessar praias, rios e cachoeiras públicas no Brasil

Redação Alô Alô Bahia

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Publicado em 26/10/2026 às 14:45

O Projeto de Lei 3700/26, em análise na Câmara dos Deputados, propõe garantir o acesso gratuito da população a praias, rios, lagoas, cachoeiras e ilhas públicas em todo o país.

O texto proíbe a cobrança de taxas, tarifas, pedágios, ingressos ou qualquer outro pagamento para entrar, circular ou permanecer nesses locais. A regra vale para órgãos públicos federais, estaduais e municipais, além de concessionárias e particulares autorizados a explorar bens naturais públicos.

Autor da proposta, o deputado Marcos Tavares (PDT-RJ) afirma que a preservação ambiental é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e a sociedade. Segundo ele, o patrimônio natural público não deve ter barreiras econômicas que impeçam o acesso da população.

Serviços pagos continuam permitidos

A proposta não impede a cobrança por serviços opcionais oferecidos aos visitantes, como estacionamento, transporte, passeios turísticos, hospedagem e aluguel de equipamentos. Também ficam mantidas as cobranças de ingressos em unidades de conservação da natureza, quando autorizadas por lei.

O projeto não cria direito de passagem por terrenos privados. No entanto, em condomínios fechados onde áreas comuns representem o acesso tradicional ou único a um recurso natural, a passagem de pedestres não poderá ser bloqueada nem cobrada. Os visitantes deverão respeitar as normas do local.

A proposta também proíbe a instalação de cancelas, guaritas, cercas ou portões que impeçam a livre circulação. As restrições temporárias serão permitidas quando justificadas por segurança pública, calamidade, proteção ambiental ou obras autorizadas.

Tramitação do projeto

O texto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Desenvolvimento Urbano; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para entrar em vigor, a proposta ainda precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

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