Prefeitura inicia monitoramento da erosão costeira em quatro praias da Barra

Prefeitura inicia monitoramento da erosão costeira em quatro praias da Barra

Redação Alô Alô Bahia

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Bruno Concha / Secom PMS

Publicado em 26/10/2026 às 13:46

A Prefeitura de Salvador, por meio da Defesa Civil (Codesal), iniciou nesta segunda-feira (26) um projeto piloto para monitorar a erosão costeira em quatro praias da Barra: Clube Espanhol, Cristo, Farol da Barra e Porto da Barra. A iniciativa utiliza imagens de satélite e equipamentos de alta precisão para acompanhar mudanças na faixa de areia e orientar medidas de prevenção e conservação da orla.

A escolha dos locais levou em consideração um estudo preliminar que identificou alterações na linha de costa ao longo das últimas décadas, além da importância da região para o turismo e a circulação de moradores e visitantes.

O monitoramento será realizado preferencialmente todos os meses, com levantamentos adicionais após eventos climáticos extremos, como ressacas. A previsão é que as visitas de campo continuem ao longo de 2027.

Para acompanhar as transformações, a Codesal utiliza a tecnologia GNSS RTK, que permite realizar medições com precisão de centímetros. Os dados serão combinados com imagens de satélite e informações coletadas por um sensor instalado no Farol da Barra.

Segundo o diretor-geral da Codesal, Adriano Silveira, o objetivo é ampliar a capacidade de identificar processos de erosão, estabilização ou acúmulo de sedimentos e avaliar possíveis impactos sobre a população, o turismo e os equipamentos públicos.

O oceanógrafo Gabriel Pugliese, coordenador do Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil de Salvador (Cemadec), explica que as praias passam por transformações constantes devido à ação das ondas, correntes marítimas e movimentação de sedimentos.

Embora as primeiras medições já possam indicar mudanças na faixa de areia, será necessário pelo menos um ano de acompanhamento para formar uma base de dados capaz de identificar as variações sazonais.

Nesta primeira etapa, não estão previstas obras ou intervenções físicas nas praias. A expectativa é que os resultados ajudem a orientar futuras ações de proteção costeira e permitam ampliar o monitoramento para outras regiões de Salvador.

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