Quem está com Lula e quem está com Flávio? Cobradas nas redes, celebridades entram na guerra digital

Quem está com Lula e quem está com Flávio? Cobradas nas redes, celebridades entram na guerra digital

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Reprodução

Publicado em 22/10/2026 às 13:34

A reta final da eleição presidencial de 2026 colocou artistas, atletas e influenciadores no centro das estratégias de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A poucos dias do segundo turno, os dois candidatos passaram a contar com uma mobilização maior de personalidades nas redes sociais e em eventos de campanha, enquanto figuras que preferem não declarar voto também são pressionadas por fãs e seguidores a revelar de que lado estão.

Desde o primeiro turno, Lula recebeu manifestações públicas de nomes como Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Maria Bethânia, Djavan, Fafá de Belém e Daniela Mercury. A campanha também contou com participações de artistas em atos realizados no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Salvador. Caetano, Gil, Emicida e Xamã estiveram entre os nomes que participaram de mobilizações recentes.

Flávio, por sua vez, intensificou a aproximação com artistas do sertanejo. Em um encontro realizado em Goiás, mais de 30 cantores participaram de uma mobilização em apoio à candidatura. Entre os presentes estavam Gusttavo Lima, Zezé Di Camargo, Marrone, Jorge, Murilo Huff e Felipe Araújo. Vídeos gravados durante o encontro foram preparados para divulgação nas redes sociais da campanha.

A articulação digital também ganhou espaço na estratégia do candidato do PL. Pablo Marçal passou a atuar na mobilização de influenciadores e organizou ações para ampliar a presença de Flávio nas redes. Uma delas envolve uma transmissão ao vivo com Neymar e Gusttavo Lima. Em um encontro com cerca de 300 influenciadores, Marçal orientou os participantes sobre a produção e distribuição de conteúdos de campanha.

Do lado de Lula, a campanha também intensificou a presença de artistas e conteúdos associados à música. Entre as ações estão adaptações de canções populares para jingles eleitorais e manifestações de apoio de personalidades brasileiras e estrangeiras. Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Fátima Bernardes, Angélica, Sonia Braga, Débora Bloch, Malu Mader, Sophie Charlotte, Gregório Duvivier, Adriana Esteves e Vladimir Brichta estão entre os nomes citados em manifestações favoráveis ao petista. Flávio recebeu declarações de apoio de figuras como Victor Fasano, Leonardo, Mara Maravilha e dos ex-BBBs Jonas Sulzbach e Davi Brito.

A mobilização, porém, também alcança quem decidiu não declarar voto. Personalidades que mantêm distância da disputa passaram a receber cobranças nas redes. João Gomes foi pressionado por fãs e chegou a ler durante um show uma carta em defesa da democracia, do SUS e das políticas de cotas nas universidades, sem declarar apoio a Lula ou Flávio. A pressão aumentou depois que a cantora Flora Matos ameaçou retirar das plataformas uma música gravada com o cantor caso ele não se posicionasse.

Outro caso envolve o influenciador Felca, que foi cobrado depois de publicar um vídeo sobre bullying e fobia social em plena reta final da eleição. Felipe Neto criticou a escolha do tema nas redes sociais. Felca, que ganhou grande projeção após publicar um vídeo sobre a “adultização” de crianças, já havia explicado que evita revelar sua preferência política por considerar que uma declaração poderia afastar parte de seu público.

A disputa por apoios públicos acontece, portanto, em duas frentes. Enquanto Lula mantém uma ampla mobilização entre nomes da música popular brasileira, televisão e outras áreas da cultura, Flávio ampliou a articulação com o sertanejo e com influenciadores digitais nos últimos dias da campanha.

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