Popularizada nas redes sociais, principalmente no TikTok, a ashwagandha, comercializada como suplemento alimentar, voltou a chamar atenção após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçar que o produto não tem autorização para uso nessa categoria no Brasil.
Em nota, a agência informou que a fabricação, a comercialização, a distribuição e o uso da substância em suplementos alimentares são proibidos no país.
“Sua fabricação, comercialização, distribuição e uso são proibidos no país. A substância não integra a lista de ingredientes autorizados para uso nesse tipo de produto.”
O alerta foi divulgado após a repercussão do caso de uma mulher britânica que sofreu falência hepática, paradas cardíacas e danos cerebrais graves após consumir o produto.
A ashwagandha é promovida na internet por supostos benefícios para o relaxamento e o alívio de sintomas associados à perimenopausa, mas a Anvisa destaca que a substância não integra a lista de ingredientes autorizados para suplementos alimentares no país.
Mas, afinal, o que é ashwagandha?
Originária da Índia e também conhecida como ginseng-indiano, a ashwagandha é uma planta utilizada há milhares de anos na medicina tradicional ayurvédica. Nos últimos anos, ganhou popularidade como suplemento devido a alegações de que poderia ajudar a controlar o estresse e a ansiedade, além de melhorar a qualidade do sono.
Ela também é divulgada por possíveis efeitos sobre o desempenho físico e a recuperação muscular, embora esses benefícios não devam ser tratados como garantidos.
Apesar de ser natural, a planta não é isenta de riscos. O consumo de ashwagandha tem sido associado a efeitos adversos como sonolência, náuseas e diarreia. Há também relatos de lesões no fígado e possíveis efeitos sobre a função da tireoide, além de interações com medicamentos.