PF prende Márcio Canella, segundo deputado estadual mais votado do RJ

PF prende Márcio Canella, segundo deputado estadual mais votado do RJ

Redação Alô Alô Bahia

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Divulgação/Alerj

Publicado em 15/10/2026 às 11:22

O deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, foi preso nesta quinta-feira (15) durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF). Ele é suspeito de integrar uma organização criminosa investigada por lavar dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis na região metropolitana do Rio de Janeiro. Também foi preso Marcus Vinicius Amim Fernandes, ex-secretário de Polícia Civil do estado.

Ao todo, a operação cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis, Petrópolis, Armação dos Búzios, Nova Iguaçu e São Gonçalo. Além de Canella e Amim, foram presos os policiais civis Pablo Jukia Felix Ferreira, conhecido como “Pablo Russo”, Giovanni Gaspar Fernandes e José Carlos Alves de Souza Júnior, além de Christiano Gaspar Fernandes, secretário municipal de Ordem Pública de Belford Roxo.

A Justiça também determinou o sequestro de bens e valores e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas ligadas ao esquema. Desse total, 96 são postos de combustíveis, que, segundo a PF, seriam utilizados para ocultar e dar aparência legal a recursos de origem criminosa.

As investigações apontam que a organização movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme dados de um Relatório de Inteligência Financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) encaminhado à Polícia Federal. O esquema teria a participação de agentes públicos e articulação político-institucional.

Canella foi eleito deputado estadual no último domingo (4), com 197.178 votos, o equivalente a 2,24% dos votos válidos. Ele obteve a segunda maior votação entre os 70 parlamentares eleitos para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Em julho, o político já havia sido preso em flagrante após agentes da Polícia Federal encontrarem um fuzil calibre 5,56 mm no veículo em que estava. Na ocasião, ele figurava entre os alvos de mandados de busca e apreensão da sexta fase da Operação Unha e Carne. Canella afirmou que a arma pertencia ao policial militar responsável por sua segurança.

Três dias depois, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou sua soltura, permitindo que respondesse ao processo em liberdade mediante medidas cautelares. Entre as determinações estavam o uso de tornozeleira eletrônica, a entrega do passaporte e a suspensão do porte de arma.

Esta é a oitava fase da Operação Unha e Carne, que já teve como alvos os políticos Rodrigo Bacellar, TH Joias e Thiago Rangel, além do pastor Márcio Poncio. Os investigados nesta nova etapa poderão responder, conforme a participação de cada um, por organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, venda ilegal de combustíveis e formação de cartel.

Em nota, a Corregedoria-Geral de Polícia Civil (CGPOL) informou que participa da operação em apoio à Polícia Federal e afirmou não compactuar com desvios de conduta. “A Polícia Civil não compactua com qualquer desvio de conduta e adota, de forma rigorosa, as medidas administrativas e disciplinares cabíveis diante de indícios de irregularidades.

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