Bahia aumenta produção mineral em 18% e movimenta R$ 8 bilhões no semestre

Bahia aumenta produção mineral em 18% e movimenta R$ 8 bilhões no semestre

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Divulgação/Atlantic Nickel

Publicado em 15/10/2026 às 11:34

A produção mineral comercializada da Bahia movimentou R$ 8 bilhões entre janeiro e junho de 2026, um crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado mantém a trajetória de expansão do setor, que avançou 32% ao longo de 2025, quando o estado registrou faturamento de R$ 13,4 bilhões. Os dados são da Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE).

Terceiro maior produtor mineral do país, a Bahia produz 47 bens minerais diferentes e se destaca pela diversidade de recursos. O estado é o único produtor nacional de urânio, salgema e mármore travertino, conhecido comercialmente como Bege Bahia. Também é o único produtor mundial de granitos azuis e se destaca pela produção de vanádio nas Américas.

Em 2025, a Bahia liderou a produção nacional de oito bens minerais: cromita, barita, berílio, magnesita, níquel, talco, diatomita e quartzo. Ouro e cobre responderam pelas maiores participações no valor comercializado, com 42,63% e 17,23%, respectivamente. Na sequência, aparecem o níquel, com 10%, e as rochas ornamentais, com 5,73%.

Outro destaque é o interesse crescente pelas terras raras. Até 30 de junho de 2026, a SDE contabilizava 1.178 requerimentos de pesquisa desses minerais no estado, dos quais 1.097 haviam sido autorizados. O levantamento também registrava 21 direitos de lavra e uma concessão.

“A Bahia é o estado brasileiro mais bem conhecido e estudado geologicamente, com 100% de sua superfície coberta por levantamentos aerogeofísicos e mantém a única empresa pública estadual de pesquisa e fomento à mineração do Brasil, que é a Companhia Baiana de Produção Mineral (CBPM). Este ambiente favorece a expansão da atividade e explica a nossa condição de recordista nacional no número de novos requerimentos e alvarás de pesquisa para terras raras no país”, declarou o secretário de Desenvolvimento Econômico, João Carlos Oliveira.

Atualmente, 489 empresas mineradoras atuam em 210 municípios baianos, gerando cerca de 16 mil empregos diretos na indústria extrativa mineral. Segundo estudos do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), cada emprego direto no setor pode gerar outros 11 indiretos. Considerando as atividades extrativas e de transformação mineral, a mineração responde por 12% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia, reforçando o peso econômico da atividade para o estado.

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