Nesta quinta-feira, 8 de outubro, é celebrado o Dia do Nordestino, data dedicada à valorização da cultura, da história e da contribuição dos povos do Nordeste para a formação do Brasil.
A celebração em 8 de outubro ganhou projeção a partir de 2009, quando a cidade de São Paulo instituiu a data em homenagem ao poeta cearense Patativa do Assaré, um dos principais nomes da cultura popular nordestina.
A comemoração foi criada pela Lei nº 14.952/2009, aprovada na capital paulista. Dez anos depois, porém, a legislação municipal foi revogada e São Paulo passou a celebrar o Dia do Nordestino em 2 de agosto, data da morte de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião.
Mesmo com a mudança na legislação paulistana, 8 de outubro continuou associado à celebração dos nordestinos em diferentes partes do país.
A escolha da data também ganhou uma nova referência no Congresso Nacional. Em 2022, o senador baiano Angelo Coronel apresentou um projeto de lei propondo a instituição do Dia Nacional do Nordestino em 8 de outubro, desta vez em homenagem ao nascimento do poeta, músico e compositor Catulo da Paixão Cearense, nascido em São Luís, no Maranhão, em 8 de outubro de 1863.
Conhecido como “Poeta do Sertão”, Catulo teve sua obra marcada por referências à cultura popular e ao sertão brasileiro.
Uma região de nove estados e múltiplas identidades
Formado por Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão, o Nordeste reúne manifestações culturais que se tornaram símbolos do próprio Brasil.
Na música, ritmos e expressões como forró, frevo, samba-reggae, axé, maracatu e baião atravessaram as fronteiras da região. O forró foi reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 2021, como Patrimônio Cultural do Brasil, enquanto o frevo integra a lista de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco.
A diversidade também aparece na gastronomia. Acarajé, baião de dois, carne de sol, cuscuz, bolo de rolo, moquecas e diferentes preparações com frutos do mar são alguns dos sabores associados aos nove estados nordestinos.
Na Bahia, manifestações como o samba-reggae, o Carnaval de Salvador, as festas populares e a culinária de matriz africana ajudam a traduzir parte dessa diversidade cultural.
Nordeste também cresce no turismo
A força cultural e natural da região se reflete ainda no turismo. Entre janeiro e agosto de 2026, o Nordeste registrou 27,1 milhões de embarques e desembarques, crescimento de 6,4% em relação ao mesmo período de 2025.
No turismo internacional, foram 403.511 visitantes estrangeiros nos oito primeiros meses do ano, alta de 34,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
De Salvador aos Lençóis Maranhenses, de Fernando de Noronha a Jericoacoara, de Porto de Galinhas a Maragogi, a região reúne destinos de praia, patrimônio histórico, gastronomia, festas populares e paisagens naturais que atraem visitantes brasileiros e estrangeiros.
Mais do que uma referência geográfica, o Dia do Nordestino celebra uma região marcada pela diversidade de povos, sotaques, tradições, manifestações artísticas e modos de viver que ocupam lugar central na identidade brasileira.