Salvador ganhou, nesta sexta-feira (18), seu segundo viveiro de restinga, instalado no Jardim de Alah. O espaço recebeu inicialmente 515 mudas, produzidas no primeiro viveiro do município, localizado na Praia do Flamengo.
As plantas permanecerão no local por cerca de seis meses, passando por um processo de adaptação antes de serem utilizadas em futuros plantios ao longo da Orla Atlântica da capital baiana.

Salvador ganha segundo viveiro de restinga com mais de 500 mudas no Jardim de Alah
Conhecida como rustificação, essa etapa prepara as espécies para condições características do litoral, como alta salinidade, incidência de ventos e maior exposição ao ambiente. Após o período, as mudas que apresentarem boa adaptação poderão ser distribuídas por diferentes pontos da orla.
O novo viveiro foi desenvolvido pela Secretaria Municipal de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-Estar e Proteção Animal (Secis), em parceria com a Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), e integra as ações de recomposição da vegetação de restinga e recuperação ambiental da cidade.

Salvador ganha segundo viveiro de restinga com mais de 500 mudas no Jardim de Alah
Nesta primeira etapa, o espaço recebeu quatro espécies, entre elas a uva-da-praia (Coccoloba uvifera), conhecida pela resistência à salinidade e aos ventos. O desempenho das plantas será acompanhado pelas equipes responsáveis pelo viveiro da Praia do Flamengo.
Segundo a Prefeitura, a iniciativa funciona como um projeto-piloto. Após os seis meses de adaptação, será avaliado quais espécies estão mais preparadas para o plantio definitivo e quais áreas da orla apresentam melhores condições para recebê-las.
Além dos viveiros de restinga, Salvador prevê para 2027 a implantação de um novo horto florestal voltado à produção de espécies destinadas às áreas internas da cidade. A primeira unidade está prevista para o Parque Socioambiental de Canabrava, com foco em mudas de espécies da Mata Atlântica.