A Pirâmide de Céstio, construída há mais de 2 mil anos na capital italiana, foi reaberta ao público na última sexta-feira (4), após permanecer cerca de três anos fechada para obras de restauração e valorização. A programação especial, com visitas gratuitas a um dos monumentos mais curiosos da Roma Antiga, segue até 31 de outubro de 2026.
Localizada no bairro de Ostiense, próxima à estação de metrô Piramide, a construção funerária passou por uma série de intervenções financiadas pelo programa italiano PNRR – Caput Mundi. Os trabalhos incluíram melhorias nos acessos, na pavimentação e na iluminação do monumento e da área arqueológica, além da reorganização do jardim, do sistema de irrigação e da sinalização para os visitantes.
Um dos destaques da intervenção é o novo sistema de iluminação, desenvolvido para valorizar tanto a estrutura externa da pirâmide quanto os afrescos preservados no interior da câmara funerária.
Segundo a Soprintendenza Speciale di Roma, responsável pelas intervenções, o projeto buscou melhorar as condições de conservação e, ao mesmo tempo, tornar a visita mais acessível e segura, ampliando a compreensão sobre a história do monumento.
A Pirâmide de Céstio foi construída entre 18 e 12 a.C. como túmulo de Caio Céstio Epulone, político e sacerdote romano. Com cerca de 36,4 metros de altura e uma base quadrada de aproximadamente 30 metros de cada lado, a estrutura chama atenção por reproduzir a forma das pirâmides egípcias em pleno território romano.
A inspiração não foi à toa, já que a cultura egípcia ganhou grande influência em Roma após a conquista do Egito, em 31 a.C., e a moda de construir monumentos funerários com referências ao país se espalhou entre as elites romanas. Céstio, porém, teria determinado em seu testamento que o túmulo fosse concluído rapidamente. A construção deveria ficar pronta em apenas 330 dias, sob pena de seus herdeiros perderem o direito à herança.
No interior da pirâmide fica a câmara funerária, originalmente decorada com pinturas e afrescos. Séculos depois, o monumento foi incorporado às Muralhas Aurelianas, construídas no século III, fator que contribuiu para sua preservação.
Apesar de as visitas serem gratuitas, é necessário fazer reserva antecipada, sujeita à disponibilidade de vagas. Em setembro, as visitas noturnas acontecem às sextas-feiras, às 19h, 20h e 21h. Os passeios são guiados, duram cerca de 45 minutos e comportam até 30 pessoas por grupo.
As visitas diurnas acontecem aos sábados de setembro e outubro, com exceção do dia 26 de setembro. Os horários são 16h30, 17h30 e 18h30, com entrada de até 50 visitantes por horário. Nessa modalidade, a visita é livre, sem acompanhamento de guia. A programação também inclui uma abertura especial durante as Jornadas Europeias do Patrimônio, nos dias 26 e 27 de setembro, das 10h às 16h.