Mês do caruru: aprenda a fazer uma versão vegana do clássico da culinária baiana

Mês do caruru: aprenda a fazer uma versão vegana do clássico da culinária baiana

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Luana Veiga

Reprodução

Publicado em 01/09/2026 às 11:29

Setembro é um dos meses mais associados ao caruru na Bahia. Com a chegada do período dedicado às celebrações de São Cosme e São Damião, o tradicional prato à base de quiabo ganha espaço nas mesas baianas e também aparece em diferentes celebrações religiosas e familiares.

Mais do que uma receita, o caruru faz parte da identidade gastronômica e cultural da Bahia. Preparado tradicionalmente com quiabo, azeite de dendê, camarão seco, amendoim e castanha, entre outros ingredientes, o prato atravessa gerações e reúne diferentes formas de preparo.

Para quem segue uma alimentação vegana, também é possível preparar uma versão do caruru sem ingredientes de origem animal, mantendo características marcantes do prato, como o quiabo, o dendê e os temperos.

Como fazer caruru vegano

Na versão vegana, o camarão seco pode ser retirado ou substituído por ingredientes vegetais que ajudam a trazer sabor e textura ao preparo. Cogumelos, por exemplo, podem ser utilizados como uma alternativa, embora não sejam obrigatórios.

O segredo está em caprichar no refogado e nos temperos e utilizar um bom azeite de dendê, ingrediente que dá ao caruru sua identidade.

Ingredientes

  • 1 kg de quiabo;
  • 1 cebola grande picada;
  • 3 dentes de alho picados;
  • 1 tomate picado;
  • 1/2 pimentão picado;
  • 100 ml de azeite de dendê;
  • 100 g de amendoim torrado e sem pele;
  • 100 g de castanha de caju;
  • 1 pedaço pequeno de gengibre;
  • 1 colher de sopa de suco de limão;
  • 1 a 2 xícaras de água;
  • sal a gosto;
  • pimenta a gosto;
  • coentro a gosto.

Modo de preparo

Comece lavando e secando bem os quiabos. Corte-os em rodelas e reserve.

No liquidificador ou processador, bata o amendoim, a castanha de caju, o gengibre e um pouco de água até formar uma mistura cremosa. Reserve.

Em uma panela grande, aqueça parte do azeite de dendê e refogue a cebola, o alho, o tomate e o pimentão. Acrescente os quiabos e mexa bem.

Adicione o suco de limão, que pode ajudar a reduzir a baba característica do quiabo, e deixe cozinhar por alguns minutos.

Em seguida, acrescente a mistura de castanha e amendoim e coloque água aos poucos, mexendo para incorporar os ingredientes. Adicione o restante do dendê, tempere com sal e pimenta e deixe cozinhar em fogo baixo até o quiabo ficar macio e o caldo ganhar uma consistência mais espessa.

Finalize com coentro picado e ajuste os temperos.

O caruru pode ser servido com arroz branco, feijão-fradinho, farofa e outros acompanhamentos de origem vegetal.

Caruru e a tradição de setembro na Bahia

A relação do caruru com setembro está especialmente ligada às celebrações de São Cosme e São Damião, tradicionalmente homenageados no dia 27 de setembro. Na Bahia, a data integra um calendário de manifestações religiosas e culturais que reúne elementos da herança africana, do catolicismo popular e das tradições de matriz africana.

Em muitas famílias e comunidades, o preparo do caruru se transforma em um momento de encontro. A receita pode variar de acordo com a casa, a região e a tradição seguida, mas o prato permanece como um dos símbolos mais conhecidos da culinária baiana.

A versão vegana, portanto, pode ser uma alternativa para quem não consome produtos de origem animal e deseja participar do momento gastronômico, sem necessariamente reproduzir todos os ingredientes da receita tradicional.

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