Lula ficou surpreso com tom de Trump em conversa, diz repórter

Lula ficou surpreso com tom de Trump em conversa, diz repórter

Redação Alô Alô Bahia

redacao@aloalobahia.com

Gabriel Moura

Ricardo Stuckert / PR

Publicado em 21/08/2026 às 18:27

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou “muito surpreso” com o tom adotado por Donald Trump durante a conversa telefônica entre os dois nesta sexta-feira (21), segundo afirmou a colunista Daniela Lima no UOL News, do Canal UOL. De acordo com a jornalista, a ligação durou 1h20 e foi recebida pelo Palácio do Planalto como uma retomada da comunicação direta entre os presidentes.

Segundo Daniela Lima, a impressão no governo brasileiro foi de que Trump conduziu a conversa de forma receptiva e sem mencionar descontentamentos ou impasses. “O presidente Lula ficou muito surpreso com o tom de Donald Trump. A impressão é a de que [Trump agiu] como se nada tivesse acontecido. Foi muito receptivo e não mencionou em nenhum momento qualquer tipo de descontentamento ou impasse”, disse.

Ainda de acordo com a colunista, Trump determinou que as equipes dos dois países retomem as reuniões em nível técnico para tratar do tarifaço. A avaliação do Palácio do Planalto, segundo Daniela, é de que não deve haver uma resolução antes de outubro, período em que terminam as eleições. “Trump deu ordem para que as equipes voltem a se reunir no nível técnico para tratar do tarifaço, o que o Palácio do Planalto não vê uma resolução até outubro, quando terminam as eleições”, afirmou.

O colunista Leonardo Sakamoto avaliou que a conversa teve impacto positivo para Lula em uma semana marcada, segundo ele, por notícias relacionadas às investigações envolvendo o filho do presidente, Lulinha, além de outros episódios. “Nos últimos dias, Lula está com más notícias por conta da questão do filho dele, da lobista, do Marcola e de tudo mais. No meio disso, ele consegue essa ligação do Trump. Instantaneamente isso vira manchete porque é importantíssimo para o comércio brasileiro. É uma sinalização para as empresas brasileiras, para o governo, geopolítica e internacional. É jogo de gente grande”, disse.

Para Sakamoto, o caráter amistoso da conversa funcionou como uma sinalização política em meio ao cenário enfrentado pelo governo. “Trump deu uma ajudinha para o Lula nessa reta final da semana ao conversar com ele de forma amistosa por 1h20. Por mais que saibamos que isso não resolve, política e geopolítica são sinalização. E ela é positiva no momento em que o governo Lula está só com notícia negativa”, afirmou.

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