Professor brasileiro de jiu-jítsu é preso pelo ICE nos EUA e mobiliza campanha por liberdade

Professor brasileiro de jiu-jítsu é preso pelo ICE nos EUA e mobiliza campanha por liberdade

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 04/08/2026 às 08:13 / Leia em 3 minutos

O caso do professor brasileiro de jiu-jítsu Thiago Brito, de 34 anos, ganhou repercussão nas redes sociais após sua prisão por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) no Aeroporto Internacional da Filadélfia, na Pensilvânia. Detido desde 24 de julho, ele acompanhava alunos que participariam do Pan Kids, um dos principais campeonatos da modalidade, em Orlando, na Flórida.

Natural de São Paulo, Thiago vive há cerca de dez anos nos Estados Unidos, onde atua como professor de jiu-jítsu para crianças e adolescentes. Após a prisão, foi levado ao Centro Federal de Detenção da Filadélfia e, posteriormente, transferido para o Moshannon Valley Processing Center, em Philipsburg, também na Pensilvânia, onde permanece à espera de audiência de custódia.

Segundo a família, o brasileiro relatou ter sido transportado algemado nas mãos e nos pés e aguarda, além da audiência, atendimento médico para problemas de saúde preexistentes.

A detenção mobilizou alunos, familiares e colegas, que iniciaram uma campanha nas redes sociais com a hashtag #FreeProfessorThiago. Em depoimentos publicados online, estudantes destacam a influência do treinador em suas vidas. Um adolescente de 14 anos afirmou que o professor foi “como um terceiro pai” e ressaltou sua importância dentro e fora dos tatames. Já uma aluna de nove anos pediu que ele pudesse voltar, dizendo que Thiago sempre a ensinou a aprender com os próprios erros.

Pais de alunos também passaram a compartilhar vídeos em apoio ao brasileiro, descrevendo-o como uma referência para a comunidade local ao longo da última década.

Além da mobilização virtual, amigos e familiares criaram uma campanha de arrecadação para custear a defesa jurídica do professor. Até esta segunda-feira (3), a iniciativa havia reunido mais de US$ 28 mil, com meta de alcançar US$ 35 mil.

O episódio ocorre em meio ao endurecimento da política migratória do governo Donald Trump. Nas últimas semanas, o ICE intensificou fiscalizações em aeroportos norte-americanos, incluindo voos domésticos, ampliando a detenção de imigrantes com vistos vencidos. Apenas em julho, mais de 46 mil pessoas estavam sob custódia das autoridades migratórias, média de cerca de 1.500 prisões por dia.

O caso lembra o do empresário baiano Alex Colombini, noticiado recentemente pelo Alô Alô Bahia. Ele foi detido pelo ICE em um aeroporto dos Estados Unidos e permaneceu preso por 11 dias antes de ser liberado, relatando ter vivido um período marcado por “sentimento de tristeza e de revolta”.

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