Mais do que uma residência, a mansão de Preta Gil no bairro do Itanhangá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, era um dos lugares mais especiais da vida da cantora. Comprado em 2021, o imóvel se tornou seu principal refúgio durante o tratamento contra o câncer colorretal e reunia elementos que refletiam sua personalidade, sua espiritualidade e a forte ligação com a Bahia.
Com vista para o mar e para as montanhas, a casa ganhou ainda mais significado nos últimos anos. Era ali que Preta costumava descansar entre internações, receber familiares e abrir as portas para amigos próximos durante o tratamento.
Entre os ambientes de maior destaque estava a suíte principal, reformada para traduzir a conexão da artista com o Rio de Janeiro e a Bahia. O projeto reúne madeira, fibras naturais, tons terrosos e diferentes nuances de azul, em referência ao encontro entre a areia e o mar. A cabeceira estofada, de linhas orgânicas, remete ao movimento das ondas.
A espiritualidade também ocupava um espaço central na residência. Adepta do candomblé, Preta mantinha um altar com imagens de santos católicos e orixás, refletindo a fé que sempre compartilhou publicamente e que a acompanhou durante o tratamento.
Outro ambiente pensado especialmente para a rotina da cantora era um camarim particular, equipado com espelho iluminado, onde ela se preparava para gravações e compromissos profissionais. A mansão também contava com um quarto destinado à neta, Sol de Maria, decorado com móveis em madeira clara, cores vibrantes e elementos lúdicos.
Na área externa, piscina, varanda com vista panorâmica, espaço gourmet e jardins completavam o projeto, concebido para proporcionar privacidade, descanso e momentos de convivência com familiares e amigos.
Preta Gil morreu aos 50 anos, em julho de 2025.