A família do cineasta baiano Ricardo Spencer, que foi encontrado morto em um apartamento alugado no Edifício Copan, no Centro de São Paulo, na segunda-feira, 20, afirmou que ele morreu de causas naturais.
Segundo os familiares, a Polícia Científica não encontrou nenhum indício de crime ou qualquer elemento que apontasse outra causa para a morte. A declaração foi dada ao CORREIO.
Quem era Ricardo Spencer, diretor baiano da Globo encontrado morto em São Paulo
O diretor, roteirista e cineasta baiano Ricardo Spencer morreu aos 49 anos, em São Paulo. O corpo foi encontrado na segunda-feira (20), em seu apartamento no Edifício Copan, no centro da capital paulista, após colegas de trabalho estranharem sua ausência em uma reunião para discutir uma nova série que desenvolvia para uma plataforma de streaming. A informação foi confirmada pela família, que informou que a morte ocorreu por causas naturais.
Segundo familiares, há a suspeita de que Spencer tenha morrido ainda na noite de domingo (19). A Polícia Civil de São Paulo informou que, inicialmente, não encontrou indícios de violência ou suicídio. O caso foi registrado como morte suspeita, procedimento padrão até a conclusão dos exames periciais. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), que deve confirmar a causa da morte. A família informou que o cineasta será cremado em São Paulo.
Natural de Salvador, Ricardo Spencer construiu uma trajetória de cerca de duas décadas no audiovisual brasileiro. Neto da atriz e diretora Nilda Spencer, conhecida como a “dama do teatro baiano”, cresceu em um ambiente ligado às artes e desenvolveu desde cedo o interesse pelo cinema.
Formado em Artes e especializado em Estética do Cinema pela Universidade da Califórnia (UCLA), iniciou a carreira dirigindo videoclipes de artistas como Pitty e Rita Lee, além de músicos internacionais. Posteriormente, migrou para o cinema e a televisão.
Na TV Globo, dirigiu a novela Segundo Sol (2018), ambientada em Salvador, e a série Segunda Chamada. Também assinou a direção de filmes, séries e do documentário Tudo Sobre Minha Avó, dedicado ao legado artístico de Nilda Spencer.