Após a eliminação da seleção masculina na busca pelo hexacampeonato mundial, os torcedores brasileiros já têm uma nova oportunidade para vestir a camisa verde e amarela: a Copa do Mundo Feminina 2027, que será realizada pela primeira vez no Brasil.
O Mundial feminino promete movimentar o país e fortalecer ainda mais o futebol praticado por mulheres. Para muitas meninas, as jogadoras da seleção brasileira são referências e exemplos de inspiração dentro e fora dos campos.
A paixão pelo esporte já aparece entre as novas gerações. A pequena Manuela Baère, de 6 anos, por exemplo, está ansiosa para acompanhar as partidas da competição.
“Eu adoro futebol. Você sabia que eu faço aula de futebol? E eu estou doida para ver as meninas jogarem. A gente só vê os meninos. Estou toda doida para a gente ver as meninas jogarem”, contou.
A estudante Sofia Seabra, de 13 anos, também já está contando os dias para o Mundial. Fã da atacante Marta, uma das maiores jogadoras da história do futebol feminino, ela revelou que está tentando convencer a família a levá-la para acompanhar a abertura da Copa no Rio de Janeiro.
“Estou muito empolgada com a Copa do Mundo feminina do ano que vem. Vou até me comportar melhor para poder ver o jogo no Rio de Janeiro. Cresci jogando futebol ao lado de meninos e isso nunca me deixou para baixo. Sempre me esforçava para evoluir”, afirmou.
Copa do Mundo Feminina 2027 terá 32 seleções
A Copa do Mundo Feminina de 2027 será disputada entre 24 de junho e 25 de julho e contará com a participação de 32 seleções. Esta será a primeira vez que o Brasil sediará a principal competição internacional do futebol feminino.
O torneio terá partidas em oito cidades brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Em abril deste ano, a Confederação Brasileira de Futebol anunciou a ex-capitã da seleção brasileira Aline Pellegrino como diretora executiva de legado e relações institucionais da Copa do Mundo FIFA 2027.
Para a ex-jogadora, o Mundial pode representar uma transformação cultural no país e ampliar o espaço das mulheres no esporte.
“O futebol tem esse poder de mudança e transformação. Um grande legado pode ser esse legado cultural, levando histórias e fazendo meninas e meninos começarem a praticar futebol juntos desde sempre”, destacou.
Futebol feminino busca mais visibilidade no Brasil
Para atletas que já atuam no futebol feminino, a Copa do Mundo no Brasil representa uma oportunidade de ampliar o reconhecimento da modalidade.
A jogadora Myllene D’Arc, de 34 anos, do time Republicanas de Brasília, acredita que o Mundial será importante para mostrar que o futebol também é lugar de mulheres.
“Minha expectativa é que a Copa do Mundo Feminina dê muito mais visibilidade para as mulheres e mostre que futebol não é só para homem. É para mulher também, e a gente pode fazer o esporte que quiser”, afirmou.
Nas ruas, a expectativa pelo torneio divide opiniões entre torcedores mais otimistas e aqueles que ainda acompanham pouco o futebol feminino. No entanto, cresce o consenso de que as atletas precisam de maior valorização e espaço na mídia.
Brasil busca título inédito na Copa do Mundo Feminina
Desde a primeira edição da Copa do Mundo Feminina, realizada em 1991, apenas cinco seleções conquistaram o título mundial.
Os Estados Unidos são os maiores campeões, com quatro taças, seguidos por Alemanha (duas conquistas), Noruega, Japão e Espanha, atual campeã.
Agora, a seleção brasileira terá a oportunidade de buscar o primeiro título mundial feminino jogando em casa, diante da torcida brasileira e de uma nova geração de fãs apaixonados pelo futebol.