Javier Milei desembarca em São Paulo para agenda política com Tarcísio e Flávio Bolsonaro

Javier Milei desembarca em São Paulo para agenda política com Tarcísio e Flávio Bolsonaro

Redação Alô Alô Bahia

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José Mion/Alô Alô Bahia

Daniel Duarte/AFP

Publicado em 21/07/2026 às 08:21 / Leia em 2 minutos

O presidente da Argentina, Javier Milei, cumprirá agenda política em São Paulo no próximo sábado (25), quando será recebido pelo governador Tarcísio de Freitas antes de participar do evento que oficializará a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Além de fortalecer a interlocução entre os governos paulista e argentino, a visita tem peso político para aliados da direita brasileira. A expectativa da equipe de Tarcísio é estreitar as relações institucionais com a Argentina, enquanto o governador pretende conceder a Milei a Ordem do Ipiranga, a mais alta honraria do Estado de São Paulo. O prefeito da capital, Ricardo Nunes, também foi convidado para a agenda.

No campo eleitoral, a presença do presidente argentino é vista como um gesto de apoio a Flávio Bolsonaro, que já recebeu manifestações públicas favoráveis de Milei. Integrantes do grupo avaliam que a participação do líder argentino pode contribuir para dar impulso à campanha do senador, que registrou queda nas intenções de voto nos últimos meses.

A visita também simboliza a aproximação entre lideranças conservadoras da América Latina. Aliados defendem que uma eventual vitória de Flávio fortaleceria o alinhamento entre governos de direita na região, em um cenário marcado pela ascensão de nomes como Javier Milei, na Argentina, e pelo retorno de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos, além da permanência de Nayib Bukele em El Salvador. Tarcísio, por sua vez, já fez elogios públicos a políticas adotadas pelo governo argentino.

O evento que oficializará a candidatura de Flávio Bolsonaro, no entanto, ocorrerá sem a definição de um candidato a vice-presidente e em meio às dificuldades para consolidar alianças. União Brasil e Progressistas, partidos considerados estratégicos para a campanha, tendem a adotar uma posição de neutralidade, o que pode reduzir em cerca de 20% o tempo de propaganda eleitoral do candidato na televisão.

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