O influenciador e especialista em aviação Lito Sousa, de 59 anos, revelou nesta semana que foi diagnosticado com câncer de próstata após exames de rotina. O caso chamou atenção para uma doença que segue como o tipo de câncer mais frequente entre homens no Brasil, desconsiderando os tumores de pele não melanoma.
Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), 17.587 homens morreram em decorrência da doença em 2024, o equivalente a 48 mortes por dia. Apesar dos números, a entidade destaca que, quando o tumor é identificado ainda restrito à próstata, as chances de cura superam 90%.
Lito contou que realiza acompanhamento médico regularmente, incluindo o exame de toque retal. Mesmo assim, alterações no exame de PSA levaram a uma investigação mais detalhada, que confirmou um adenocarcinoma de agressividade intermediária. Como o tumor foi detectado em estágio localizado, a cirurgia foi o tratamento indicado.
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De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 71,7 mil novos casos de câncer de próstata por ano. A doença é mais comum após os 50 anos, mas os registros em homens mais jovens também vêm aumentando.
Um dos principais desafios é que o câncer de próstata costuma evoluir de forma silenciosa. Conforme explica a Sociedade Brasileira de Urologia, muitos pacientes não apresentam sintomas nas fases iniciais, o que reforça a importância do acompanhamento médico e da avaliação individual sobre o rastreamento.
Quando surgem, os sinais podem incluir:
dificuldade para urinar;
jato urinário fraco ou interrompido;
sangue na urina ou no sêmen;
dor ao urinar;
dores nos ossos, principalmente na coluna e nos quadris.
Esses sintomas também podem estar relacionados a outras doenças da próstata, por isso o diagnóstico deve ser feito por um médico.
O Ministério da Saúde orienta que a investigação do câncer de próstata pode envolver o exame de PSA, o toque retal e, quando necessário, exames complementares, como ressonância magnética e biópsia, responsável por confirmar o diagnóstico.
A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens conversem com um urologista sobre a melhor estratégia de rastreamento de acordo com a idade, o histórico familiar e outros fatores de risco. Pessoas com parentes de primeiro grau diagnosticados com câncer de próstata, mama ou colorretal podem precisar iniciar essa avaliação mais cedo.