Muito antes de se tornar um dos principais nomes do telejornalismo brasileiro, Renato Machado também viveu uma carreira nos palcos e na televisão. O jornalista, que morreu nesta quinta-feira (16), aos 83 anos, atuou como ator e dublador antes de ingressar no Jornal do Brasil, em 1969.
Renato integrou o histórico Teatro Oficina, em São Paulo, onde participou de montagens de clássicos como A Tempestade, de William Shakespeare, e Antígona. Na televisão, fez participações em novelas como Rosinha do Sobrado e A Moreninha, exibidas pela TV Globo em 1965, além de integrar o elenco de Sangue do Meu Sangue, da TV Excelsior, em 1969.
A passagem pelas artes foi lembrada anos depois pela atriz Regina Duarte, que dividiu cena com Renato no início da carreira. “O Renato me impressionava muito pela inteligência, era articuladíssimo, culto, informado, bacana, gente boa”, afirmou durante participação no Programa do Jô, em 2012.
Foi no jornalismo, porém, que Renato Machado construiu seu legado. Ao longo de mais de quatro décadas na TV Globo, apresentou programas como Bom Dia Brasil, Jornal da Globo e RJTV, integrou a bancada do Jornal Nacional e atuou como correspondente internacional em coberturas históricas, como a Guerra das Malvinas e o acidente nuclear de Chernobyl.
Além da comunicação, o jornalista também era apaixonado por vinhos, tema ao qual dedicou documentários, reportagens e cursos nos últimos anos de vida.