O Ministério Público da Bahia (MP-BA) tentou impedir a desinternação de Mateus da Costa Meira, responsável pela chacina ocorrida em um cinema do Morumbi Shopping, em São Paulo, em 1999. Segundo documentos obtidos pelo jornal O Globo, promotores argumentaram que ele ainda representava risco para a sociedade e até para a própria família.
Conforme a reportagem, os pais de Mateus também manifestaram resistência em recebê-lo em casa após a saída do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico, em Salvador, onde ele cumpria medida de segurança desde 2010. A desinternação foi autorizada pela Justiça baiana em 2024.
Entre os argumentos apresentados pelo MP-BA estavam a ausência de um exame que comprovasse a cessação da periculosidade, a falta de um estudo sobre a capacidade dos pais idosos de supervisioná-lo e a inexistência de um plano para prevenir riscos ao próprio paciente, aos familiares e à sociedade.
Mateus foi condenado pela morte de três pessoas e por deixar outras nove feridas ao abrir fogo dentro de uma sala de cinema no Morumbi Shopping, em 1999. Após ser transferido para a Bahia, ele chegou a tentar matar um companheiro de cela e, posteriormente, foi considerado inimputável em razão de transtorno mental, passando a cumprir medida de segurança em hospital de custódia. Segundo O Globo, o MP defendia novas avaliações antes que ele voltasse a viver em liberdade.